SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A atriz Blake Lively pediu a um juiz o reembolso de cerca de US$ 8 milhões (R$ 43 milhões) em honorários advocatícios e custos processuais referentes à sua defesa contra a ação de difamação movida pelo diretor e ator Justin Baldoni e a Wayfarer Studios.
O pedido foi apresentado nesta segunda-feira (29) e Baldoni e a Wayfarer Studios têm até 13 de julho para decidir se pagarão o valor pedido por Lively ou se contestam a reivindicação dela.
Esse valor seria destinado a cobrir as despesas jurídicas que Lively teve durante a disputa contra o diretor, bem como um pedido de indenização que ainda estava pendente quando o caso foi encerrado por meio de acordo, em maio de 2026.
Segundo a defesa de Lively, a atriz desembolsou US$ 7,5 milhões em honorários, com advogados cobrando até US$ 2.187 por hora, além de aproximadamente US$ 540 mil em despesas legais. Os advogados afirmam que a concessão do reembolso ajudaria a desestimular processos retaliatórios contra pessoas que denunciam casos de assédio.
A disputa judicial começou depois que Lively acusou Baldoni, seu colega de elenco e diretor de “É Assim que Acaba”, de assédio sexual durante as gravações do filme e de liderar uma campanha virtual para prejudicar sua imagem após as denúncias. Por prejuízos sofridos pela difamação, a defesa da atriz pediu uma indenização de US$ 482 milhões.
Em resposta, Baldoni e a Wayfarer Studios moveram uma ação de US$ 400 milhões contra a atriz e seu marido, Ryan Reynolds, alegando difamação. O processo foi posteriormente rejeitado pela Justiça.
No início do mês, o juiz Lewis Liman reconheceu que Lively tem direito a solicitar o ressarcimento com base em uma lei da Califórnia aprovada em 2023, embora tenha negado o pedido de indenização por danos. A equipe de Baldoni ainda poderá contestar o valor solicitado antes da decisão final da Justiça.
















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