Maringá registrou 163 casos confirmados de dengue entre janeiro e maio de 2026, uma redução de 95,35% em comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram contabilizados 3.509 casos da doença. Os dados foram apresentados pela Secretaria de Saúde nesta segunda-feira (8), durante a divulgação do 2º Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti (Lira) de 2026.
Na comparação apenas do mês de maio, a queda foi de 96,06%. Neste ano, foram confirmados 39 casos no período, contra 990 registrados em maio de 2025.
Risco médio para o Ministério
Apesar da redução expressiva nos casos, o índice geral de infestação do mosquito em Maringá ficou em 2%, considerado de médio risco pelo Ministério da Saúde. O percentual indica que dois em cada 100 imóveis vistoriados apresentavam focos do Aedes aegypti durante o levantamento realizado entre os dias 25 e 30 de maio. O índice considerado satisfatório é de até 1%.
Alerta maior na Zona 7, Paulino, Pinheiros, Céu Azul, São Silvestre, Paraíso, Industrial, Iguatemi e Floriano
Segundo o levantamento, as regiões com os menores índices de infestação foram Zona Sul, Operária, Tuiuti, Internorte, Parigot de Souza e Grevíleas III. Já áreas como Mandacaru, Maringá Velho, Iguaçu, Paris VI, Quebec e Morangueira apresentaram risco médio.
As situações mais preocupantes foram identificadas na Zona 7, Paulino, Pinheiros, Céu Azul, São Silvestre, Paraíso, Industrial e nos distritos de Iguatemi e Floriano, classificados com risco crítico para infestação do mosquito.
Medidas de combate
De acordo com a Secretaria de Saúde, uma das estratégias adotadas para reduzir a circulação do vetor foi a aplicação da Borrifação Residual Intra Domiciliar (BRI) em locais com grande circulação de pessoas, como unidades de saúde, escolas e cemitérios. O método utiliza inseticida aplicado em superfícies como paredes e rodapés, formando uma barreira que permanece ativa por até seis meses.
Outra ação destacada foi a instalação de 2.383 Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDLs) em diferentes regiões da cidade. As armadilhas atraem as fêmeas do mosquito, que transportam o produto para outros criadouros, contribuindo para a eliminação das larvas.
O município também mantém vistorias quinzenais em pontos estratégicos, monitoramento com 1,2 mil armadilhas ovitrampas, fiscalização com drones, atividades educativas em escolas e capacitação de agentes de saúde e de combate às endemias.
A Secretaria de Saúde informou que 76% dos focos encontrados durante as inspeções estavam dentro dos imóveis, em locais como recipientes com água parada, pratos de plantas, baldes, pneus, piscinas, calhas, ralos e marquises.
Durante a apresentação dos dados, o secretário de Saúde, Antônio Carlos Nardi, ressaltou a necessidade de manter os cuidados mesmo com a redução dos casos.
“Hoje, a dengue está sob controle em Maringá, mas não podemos considerar tranquilo qualquer cenário relacionado à doença. Estamos entrando no inverno e os cuidados precisam se manter porque a transmissão ocorre também nos períodos mais frios e secos”, afirmou.
Denúncias de possíveis focos do mosquito podem ser feitas pelos telefones 156 e 160 ou por meio da Ouvidoria da Prefeitura.
Saúde alerta para aumento de internações por doenças respiratórias
Durante o evento, a Secretaria de Saúde também chamou atenção para o aumento da ocupação de leitos hospitalares por doenças respiratórias. Em maio, 94 pacientes foram diagnosticados com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), enquanto outros 23 casos seguem em análise.
Segundo Nardi, a cobertura vacinal contra a gripe nos grupos prioritários está pouco acima de 50% em Maringá.
“Precisamos que gestantes, idosos, crianças entre seis meses e cinco anos, além de outros grupos, vacinem-se. Dessa forma, conseguiremos uma proteção mais ampla para os moradores, reduzindo a ocupação nos hospitais”, destacou.
A vacinação contra a gripe continua disponível para os grupos prioritários em 34 Unidades Básicas de Saúde (UBSs), com exceção das unidades Quebec e Andréa, além da Sala de Vacina da Secretaria de Saúde.
















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