Destaques do Dia Maringa Policia

China aguarda chegada de tufão enquanto ainda resgata vítimas da última tempestade

China aguarda chegada de tufão enquanto ainda resgata vítimas da última tempestade

PEQUIM, CHINA (FOLHAPRESS) – A China se prepara para a chegada do tufão Bavi, que deve alcançar o país na manhã de sábado (11), no horário de Brasília, ao passo que ainda se recupera da passagem do tufão Maysak, que deixou ao menos 39 mortos e 9 desaparecidos.

O Observatório Nacional da China colocou em alerta laranja a tempestade que se aproxima do país e deve atingir a região leste com fortes chuvas e ventos. O tufão também deve atingir Taiwan.

Cidades da região já preparam respostas de emergência, como o aprimoramento dos sistemas de alerta e a evacuação de pessoas em áreas de risco. Até a madrugada de quinta-feira (9), cerca de 17 mil pessoas haviam sido evacuadas em toda a província de Zhejiang, que deve ser uma das principais atingidas. Áreas próximas, como Pequim e Tianjin, também se preparam para chuvas fortes previstas para o fim de semana.

Pequim já enviou cerca de 50 mil itens de ajuda humanitária para as províncias de Zhejiang e Fujian, antecipando-se aos danos que podem ser causados pelo tufão Bavi. Os itens incluem camas dobráveis, cobertores de verão e kits de emergência familiar para dar suporte aos moradores em evacuação.

Segundo a mídia estatal Xinhua, será o segundo tufão a atingir a China neste ano -ambos com cerca de uma semana de diferença. O último, que chegou ao território chinês no fim de semana pela ilha de Hainan, no sul do país, perdeu força ao chegar ao continente, mas somou-se ao volume de chuva já previsto, causando inundações, com a região de Guangxi

O líder chinês, Xi Jinping, falou sobre a necessidade de enviar todos os esforços para “organizar o resgate e o socorro, tratar os feridos e reassentar as pessoas afetadas, minimizando as vítimas e prevenindo desastres secundários”, segundo a Xinhua.

Das 39 mortes, 26 foram causadas pelo rompimento da represa de Liulan, em Guangxi. Autoridades locais afirmam que ainda trabalham na identificação dos corpos e que pode haver sobreposição entre o número de mortos e desaparecidos, uma vez que ainda não se sabe quem são todas as vítimas.

Cenas publicadas pela imprensa estatal mostram inundações, com o volume da água atingindo o primeiro andar de casas e edifícios, chegando a mais de 3 metros no povoado de Longshan, também em Guangxi.

Moradores foram resgatados com botes salva-vidas e barcos e realocados para abrigos. Vídeos também mostram bombeiros usando os próprios ombros como escadas para retirar moradores de andares mais altos. Outros, ilhados pelas enchentes, receberam ajuda por helicóptero, que lançou alimentos e outros itens de necessidade básica sobre lajes de casas e edifícios.

Uma ponte-balsa militar, com capacidade para cerca de 500 pessoas, também entrou em ação nos resgates. Trata-se de um sistema modular que se abre e se transforma em uma balsa de transporte, frequentemente usada como ponte flutuante quando as vias estão interrompidas.

O artefato foi usado para evacuar estudantes e professores que estavam ilhados dentro de uma instituição de ensino na cidade de Guigang, também em Guangxi, segundo a imprensa estatal.

Paralelamente, um tornado em Hubei, na segunda-feira (6), deixou 11 mortos e um desaparecido. Vídeos publicados nas redes sociais mostraram o funil de vento passando pela região e deixando um rastro de destruição. Áreas residenciais, vias principais e secundárias, fábricas e parques logísticos foram atingidos.

Leia Também: Passageiro é sugado para fora de janela em voo da Ryanair