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China lança míssil de submarino pela 1ª vez em 44 anos

China lança míssil de submarino pela 1ª vez em 44 anos

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Marinha da China realizou um raríssimo teste de míssil com capacidade nuclear lançado de submarino no Pacífico nesta segunda-feira (6), o primeiro conhecido do tipo em 44 anos.

O ensaio levou a uma onda de críticas de potências regionais como o Japão, Austrália e Nova Zelândia. Os governos desses aliados expressaram preocupações com as intenções de Pequim. O lançamento foi defendido como legítimo pela Rússia, parceira dos chineses.

“Isso, novamente, é evidência de que nós não podemos ser ingênuos”, afirmou o secretário-geral da aliança militar ocidental Otan, o holandês Mark Rutte. “E nós não somos”, completou ele, que comandará a cúpula do grupo a partir desta terça (7) em Ancara (Turquia).

Segundo a agência estatal Xinhua, o disparo foi descrito como “rotineiro” e como algo que não tinha nenhum adversário específico como alvo. Não foram divulgados dados acerca da trajetória do míssil ou seu modelo, se o usual JL-2 com 8.000 km de alcance ou o mais moderno JL-3, com até 12 mil km.

Ambos são disparados pelos submarinos de propulsão nuclear da classe Jin, da qual Pequim opera seis unidades. Cada um leva até 12 mísseis para ataques atômicos.

A China é um dos países que opera a chamada tríade nuclear, ou seja, tem capacidade de empregar bombas atômicas lançadas de solo, de submarinos ou de aviões.

No caso das embarcações, sua função primordial é, aproveitando o sigilo de sua posição no oceano, garantir a capacidade de retaliação em caso de ataque ao território chinês. Os submarinos também servem para hipotéticos primeiros disparos, mas isso é descartado oficialmente por Pequim.

Segundo a agência estatal Xinhua, o disparo foi descrito como “rotineiro” e como algo que não tinha nenhum adversário específico como alvo. Não foram divulgados dados acerca da trajetória do míssil ou seu modelo, se o usual JL-2 com 8.000 km de alcance ou o mais moderno JL-3, com até 12 mil km.

Ambos são disparados pelos submarinos de propulsão nuclear da classe Jin, da qual Pequim opera seis unidades. Cada um leva até 12 mísseis para ataques atômicos.

A China é um dos países que opera a chamada tríade nuclear, ou seja, tem capacidade de empregar bombas atômicas lançadas de solo, de submarinos ou de aviões.

No caso das embarcações, sua função primordial é, aproveitando o sigilo de sua posição no oceano, garantir a capacidade de retaliação em caso de ataque ao território chinês. Os submarinos também servem para hipotéticos primeiros disparos, mas isso é descartado oficialmente por Pequim.

Testes de mísseis são comuns nas grandes potências atômicas. Rússia e EUA, líderes em arsenal nuclear com mais de 5.000 ogivas e quase 2.000 prontas para uso, fazem lançamentos rotineiros.

A China, terceira maior potência com cerca de 600 bombas, raramente faz testes. O mais recente havia ocorrido em 2024, envolvendo um modelo disparado por lançador móvel DF-31B, que foi lançado ao mar a partir de uma ilha na costa do país. Foi o primeiro ensaio desde os anos 1980.

Pequim notificou os vizinhos sobre o lançamento, como é a praxe internacional. Ainda assim, o governo australiano considerou a ação “desestabilizadora”.

Nesta segunda, a Austrália e a ilha de Fiji assinaram um acordo de cooperação militar em caso de ataque externo, objeto de críticas na China.

“Nós expressamos nossa grande preocupação com o aumento de atividade militar chinesa”, afirmou a chancelaria japonesa.

O lançamento ocorre também em um momento de renovada tensão entre a China e a ilha autônoma de Taiwan, que o governo de Xi Jinping diz que irá retomar por bem ou por mal. No sábado, os chineses mobilizaram 110 embarcações para uma patrulha junto à costa leste do território, o que foi visto como mais uma ameaça direta.

Além disso, Pequim realiza com Moscou nesta semana um exercício naval que foi definido nesta segunda pelo Kremlin como “vital para a estabilidade” da região do Pacífico.

Os russos enviaram um cruzador, uma corveta, um submarino diesel-elétrico e um navio de socorro à região de Qingdao. Não é algo inédito, mas segue uma tendência crescente. Xi e Vladimir Putin assinaram a parceria estratégica entre os antigos rivais às vésperas da Guerra da Ucrânia, em 2022.

De lá para cá, manobras militares e patrulhas conjuntas com bombardeiros de ataque nuclear no Pacífico se tornaram usuais.

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