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Com chegada da Copa do Mundo, serviços de acolhimento reforçam atendimento a pacientes com vício em apostas em Maringá

Com chegada da Copa do Mundo, serviços de acolhimento reforçam atendimento a pacientes com vício em apostas em Maringá

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Em Maringá, pacientes podem procurar atendimento em qualquer unidade de Saúde. Diretoria de Políticas sobre Drogas explica sinais de pessoas que podem estar enfrentando vício em apostas de forma silenciosa.

A chegada da Copa do Mundo reforça um tema sensível e em constante debate no Brasil: a porcentagem da população com vícios em apostas. Uma pesquisa coordenada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) aponta que quase 11 milhões de brasileiros colocam as finanças em risco, diariamente, realizando jogos de forma descontrolada.

Em Maringá, a rede pública municipal de Saúde e de Assistência Social oferece orientação preventiva e também acolhe pacientes que já demonstram problemas com o jogo. Embora não exista uma estatística específica sobre a quantidade de maringaenses que relatam vícios em apostas – em função dos casos serem contabilizados como transtornos de ordem psicológica -, qualquer pessoa que precise de ajuda pode buscar porta de entrada em qualquer unidade de Saúde.

De acordo com o Diretor de Políticas sobre Drogas da Secretaria de Assistência Social, Daniel Mattos, após a triagem inicial, o município define a melhor forma do paciente ter acompanhamento psicológico, tudo de forma discreta e sem expor a pessoa.

“O primeiro passo é reconhecer que existe um problema. A pessoa pode procurar atendimento psicológico, serviços de saúde mental e grupos de apoio especializados. A Diretoria de Políticas sobre Drogas também atua na orientação da população e no fortalecimento das ações de prevenção, conscientização e encaminhamento para a rede de atendimento quando necessário”, disse.

Conforme Mattos, há alguns sinais que o paciente com vício em jogos demonstra de forma silenciosa, mesmo sem admitir o problema. “Alguns sinais merecem atenção, como apostar valores cada vez maiores, dificuldade para parar, preocupação constante com apostas, tentar recuperar perdas apostando novamente, esconder gastos da família e comprometer recursos destinados às despesas básicas. Quando o jogo deixa de ser entretenimento e passa a gerar sofrimento ou prejuízo, é hora de buscar ajuda”, descreve.

“Grandes eventos esportivos costumam aumentar significativamente a exposição da população às plataformas de apostas. Durante a Copa do Mundo, a publicidade relacionada às apostas esportivas se intensifica e muitas pessoas passam a apostar pela primeira vez. Por isso, este é um momento importante para conscientizar sobre os riscos do jogo compulsivo e promover o uso responsável dessas plataformas”, complementa.