CAMPINAS, SP (FOLHAPRESS) – O Estado de São Paulo registrou mais um caso de sarampo, chegando a 41 neste ano. Até o momento, nenhuma morte em decorrência da doença foi registrada.
O novo caso foi informado nesta terça-feira (6) pela Secretaria de Estado da Saúde. De acordo com a pasta, a confirmação aconteceu na capital paulista, que soma agora 37 registros no ano. Os demais registros são de São Bernardo do Campo (2), Guarulhos e Santo André, com um caso em cada município.
Durante todo o ano de 2025, foram registrados dois casos de sarampo no estado.
Os casos recentes dispararam após a Copa do Mundo. Especialistas alertaram, antes do evento esportivo, para o risco de aumento de infecções em razão da epidemia corrente nos países-sede, sobretudo México e Estados Unidos.
No texto que informa sobre a nova contaminação, a Saúde não deu detalhes sobre a pessoa infectada. Informou, contudo, que cerca de 61% de todos os casos ocorreram em crianças menores de dois anos, faixa mais vulnerável à doença.
O órgão também afirmou que a cobertura vacinal da primeira dose avançou ao longo do ano, de 86%, em abril, para 93%, em julho. A segunda dose avançou de 72% para 78% no mesmo período, segundo a pasta.
O sarampo é uma doença viral contagiosa, transmitida pelo ar, especialmente em ambientes fechados e com grande circulação de pessoas. Os principais sintomas incluem febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e manchas avermelhadas na pele, que geralmente surgem entre 7 e 14 dias após a exposição.
A transmissão acontece de pessoa a pessoa, por via aérea, ao tossir, espirrar, falar ou respirar.
CADEIAS DE TRANSMISSÃO DO SARAMPO
Mostram o caminho que o vírus faz do doente para o saudável. O monitoramento realizado pelas equipes municipal e estadual aponta uma tendência de redução da transmissão.
Em Guarulhos e São Bernardo do Campo, a vigilância considera a possibilidade de encerrar a cadeia de transmissão associada aos casos registrados.
A cadeia pode ser encerrada quando não houver casos relacionados num período de 90 dias (ou 12 semanas), contados a partir do início das manchas na pele do último caso confirmado. Durante o intervalo, seguem a investigação das notificações suspeitas e a busca ativa
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