As instituições de ensino superior de Maringá iniciam nesta semana as atividades acadêmicas do segundo semestre de 2026, reunindo milhares de estudantes em cursos presenciais e de educação a distância (EAD). Na Universidade Estadual de Maringá (UEM), o retorno ocorre nesta terça-feira (4), com 14.823 alunos de graduação, sendo 13.554 matriculados em cursos presenciais e 1.269 no Núcleo de Educação a Distância (Nead).
O calendário marca a retomada das atividades em um cenário em que o ensino presencial continua predominante nas graduações que exigem práticas laboratoriais e estágios, enquanto a modalidade EAD mantém crescimento, especialmente entre estudantes que conciliam formação acadêmica e atividade profissional.
Funções Complementares
Segundo dados do Censo da Educação Superior, do Ministério da Educação (MEC), a educação a distância responde pela maior parte dos novos ingressantes no ensino superior brasileiro nos últimos anos, tendência acompanhada também pelas instituições privadas instaladas em Maringá.
Na avaliação do professor José Carlos Gomes, do Departamento de Educação da Universidade Estadual de Maringá (UEM), as duas modalidades deixaram de ser concorrentes para assumir funções complementares. Em manifestações acadêmicas, o docente destaca que o ensino presencial favorece a convivência universitária, a pesquisa e as atividades práticas, enquanto o EAD amplia o acesso à graduação e atende perfis diversos de estudantes.
Profissionais Especializados
A Associação Comercial e Empresarial de Maringá (Acim) avalia que a expansão da educação superior, em ambas as modalidades, contribui diretamente para a qualificação da mão de obra regional, especialmente nos setores de tecnologia, saúde, gestão e engenharia, áreas com elevada demanda por profissionais especializados.
Na visão do reitor da UEM, Leandro Vanalli, o início do semestre representa um período de integração acadêmica e fortalecimento das atividades de ensino, pesquisa e extensão, além de consolidar a universidade como polo de formação e produção científica no noroeste do Paraná.
Expansão
Para especialistas em educação superior, a tendência para os próximos anos é de expansão dos modelos híbridos, combinando aulas presenciais, recursos digitais e plataformas de aprendizagem. O objetivo é ampliar o acesso ao ensino sem abrir mão da qualidade acadêmica, preservando as características próprias de cada modalidade e atendendo às diferentes necessidades dos estudantes.
Em Maringá, onde estão sediadas universidades públicas e privadas de referência nacional, o reinício das aulas também movimenta setores como transporte, alimentação, habitação estudantil e comércio, reforçando a importância econômica e social do ensino superior para o desenvolvimento regional.
















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