SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O estúdio Wayfarer, de Justin Baldoni, foi condenado a pagar uma indenização de US$ 171 mil ao jornal americano The New York Times, após a Justiça ter rejeitado um processo em que o astro acusava o veículo de difamação após uma reportagem sobre o imbróglio recente com a atriz Blake Lively.
Dois anos atrás, logo após o lançamento do filme “É Assim que Acaba”, uma adaptação do livro de Colleen Hoover, Baldoni e Lively se envolveram em uma disputa judicial. O jornal se destacou ao publicar documentos sobre as acusações de assédio sexual da atriz contra o ator e diretor.
Na época, Baldoni abriu um processo contra o The New York Times, citando difamação e invasão de privacidade, pedindo uma indenização de US$ 250 milhões. O processo acabou sendo arquivado e, em seguida, o veículo pediu uma indenização de US$ 150 mil para arcar com os gastos da defesa no caso.
“Estamos muito satisfeitos com a decisão do tribunal. A lei anti-SLAPP foi criada justamente para combater esse tipo de processo sem fundamento movido com o objetivo de silenciar a imprensa”, afirmou um porta-voz do jornal. A legislação americana, a partir da liberdade de expressão, impede que pessoas usem processos judiciais para calar vozes críticas.
No fim das contas, o embate entre Lively e Baldoni foi resolvido, em maio, em um acordo entre os dois, após mais de um ano de polêmicas.
No início de abril, a Justiça dos Estados Unidos já havia rejeitado 10 das 13 acusações feitas pela atriz, entre elas assédio sexual, difamação e conspiração. Permaneceram apenas pontos ligados à quebra de contrato e retaliação, que deixaram de avançar com o acordo firmado.
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