Um executivo do The New York Times, um dos jornais mais lidos do mundo, foi morto a tiros supostamente pelos sogros em Dublin, cidade do estado norte-americano da Califórnia, na tarde de sábado. Os dois suspeitos, de 77 anos, foram presos sob suspeita de homicídio.
Segundo a BBC, Jonathan McKinsey, de 40 anos, era diretor de engenharia da área de jogos do The New York Times e, desde 2023, era responsável por aspectos relacionados à experiência dos usuários nos jogos digitais do jornal. A morte foi confirmada pela própria publicação.
McKinsey foi encontrado com vários ferimentos provocados por disparos em um estacionamento. Os sogros, Shouyong Zhang e Shili Chen, foram detidos sob suspeita de diferentes crimes, incluindo homicídio em primeiro grau.
Em depoimentos à emissora KGO-TV, de São Francisco, testemunhas relataram ter ouvido tiros antes de ver a vítima caída no chão.
“Vi o homem cair no chão. A cabeça e o peito estavam ensanguentados”, contou Assad Razawi, uma das testemunhas.
A filha dele acrescentou que o pai viu os suspeitos “caminhando juntos e depois se afastando calmamente do local do tiroteio”.
McKinsey teve a morte constatada ainda no local. Os dois suspeitos foram presos poucos minutos depois por um policial que estava nas proximidades.
McKinsey estava em processo de divórcio da filha dos suspeitos
Até o momento, as autoridades não divulgaram oficialmente a motivação do crime.
No entanto, a ABC7News, que teve acesso a documentos judiciais, revelou que McKinsey enfrentava um divórcio litigioso e uma disputa pela guarda dos filhos com a mulher, filha dos dois suspeitos.
Segundo os documentos, os dois lados apresentaram acusações de violência doméstica.
Em 2025, McKinsey também foi acusado de duas infrações relacionadas a abuso infantil. Em uma delas, teria atingido o rosto do filho, então com 6 anos. Em outra ocasião, teria deixado o menino sozinho em casa por mais de uma hora, quando a criança tinha apenas 2 anos.
As circunstâncias do assassinato e uma eventual relação entre o crime e a disputa familiar ainda são investigadas pelas autoridades.
















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