Segundo a advogada da família, Josiane Monteiro Bichet, os exames iniciais não permitiram a identificação da vítima. Devido ao avançado estado de decomposição do corpo, não foi possível realizar a identificação por impressões digitais, e a análise da arcada dentária também não apresentou elementos suficientes para confirmar oficialmente a identidade.
Diante disso, familiares realizaram a coleta de material genético no Instituto Médico-Legal (IML) de Paranavaí para a realização do exame de DNA.
Familiares pedem liberação do corpo
Enquanto aguardam o resultado da perícia, a defesa protocolou na Justiça um pedido para que o corpo seja liberado aos familiares antes da conclusão do exame, permitindo a realização do sepultamento. Até o momento, não há informação sobre a decisão do pedido.
A convicção da família é baseada na semelhança das roupas e de pertences encontrados com o corpo, além de informações repassadas durante reunião realizada na Delegacia de Nova Londrina.
Segundo a defesa, os elementos apresentados reforçaram a hipótese de que o corpo encontrado seja o de Dona Eulália. Os detalhes, porém, não foram divulgados para preservar o andamento das investigações.
Família busca respostas
Além do pedido de liberação do corpo, a advogada protocolou um requerimento solicitando novas buscas na região onde a vítima foi encontrada.
Entre as medidas solicitadas está a utilização de sonar para realizar uma varredura subaquática em busca de objetos pessoais, como bolsa, telefone celular e outros pertences que possam contribuir para o esclarecimento do caso.
O corpo foi encontrado por um pescador na última terça-feira (14), em um rio na região de Porto Tigre, distrito de Nova Londrina. Equipes do Corpo de Bombeiros, da Polícia Científica e da Polícia Civil foram mobilizadas para atender a ocorrência e realizar os procedimentos periciais no local.
A Polícia Civil informou que a identificação oficial da vítima e a causa da morte ainda dependem da conclusão dos laudos periciais.
A corporação também afirmou que novas diligências estão sendo planejadas na região, enquanto moradores são ouvidos para auxiliar nas investigações.
Dona Eulália desapareceu após sair de casa, em Maringá, no dia 15 de junho. Desde então, familiares, amigos e forças de segurança mobilizaram buscas para localizar a idosa.
Ao longo das últimas semanas, a filha de Dona Eulália, Josiane da Silva Lima, utilizou as redes sociais para divulgar informações sobre o desaparecimento e agradecer o apoio recebido da população.
Outra familiar, Fernanda Monteiro, afirmou que a família continuará acompanhando as investigações.
“Agora, além de enfrentarmos essa imensa dor, também vamos lutar para que toda a verdade seja esclarecida e para que a justiça seja feita. Não vamos descansar até que todas as circunstâncias sejam devidamente apuradas.”
A Polícia Científica aguarda a conclusão do exame de DNA para confirmar oficialmente a identidade do corpo encontrado.
















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