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Família está inconformada com concessão de liberdade provisória a estudante de medicina que atropelou motoboy em Maringá, diz advogado

Estudante de medicina embriagado atropela motoboy, tenta fugir e é detido por populares em Maringá

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O advogado da família do motoboy Rodolpho Rodrigo Notário, 38 anos, que foi socorrido em estado grave após ser atingido por um veículo em alta velocidade conduzido por um estudante de medicina de 23 anos se manifestou, por meio de seu advogado, sobre a concessão da liberdade provisória ao estudante, após o pagamento de fiança de cerca de R$ 15 mil.

Em uma nota publicada nas redes sociais, o advogado Antônio Xavier afirma que a representação jurídica da família acompanhará de forma rigorosa o inquérito policial. Leia a nota completa na íntegra.

A família de RODOLPHO, por meio de sua representação jurídica, vem a público manifestar profundo repúdio e indignação diante do grave acidente que o vitimou, deixando-o atualmente em estado grave, após ser atropelado e arrastado por um veículo conduzido por um estudante.

A família manifesta, ainda, seu inconformismo com a concessão da liberdade provisória ao investigado, especialmente diante da gravidade do ocorrido e das sérias consequências físicas e emocionais enfrentadas por Rodolpho e seus familiares.

Não se pretende antecipar qualquer conclusão sobre a responsabilidade penal dos envolvidos. Entretanto, é imprescindível que os fatos sejam rigorosamente apurados e que a dinâmica do acidente seja esclarecida com base em provas, perícias, imagens e depoimentos.

Nesse sentido, a representação jurídica da família acompanhará de forma rigorosa o inquérito policial, adotando todas as medidas cabíveis para contribuir com a elucidação dos fatos e para que eventual responsabilidade seja devidamente apurada pelas autoridades competentes.

A família confia na Justiça e espera uma investigação séria, célere, independente e transparente.

Imagem: Reprodução

Internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Maringá, o estado de saúde do motoboy Rodolpho Rodrigo Notário é gravíssimo.

Um motoboy ficou gravemente ferido após ter a traseira de sua motocicleta atingida por um carro na noite de domingo (23), na Rua Mem de Sá, em Maringá. O motorista do automóvel, um estudante de medicina que apresentava visíveis sinais de embriaguez, tentou fugir do local sem prestar socorro, mas foi seguido, abordado e contido por populares.

Com o impacto da colisão, o motociclista caiu no asfalto e sofreu ferimentos graves. Equipes do SIATE e do SAMU prestaram atendimento de emergência na via e precisaram reanimar a vítima, que foi encaminhada em estado grave para o Hospital Santa Casa. Agentes da Guarda Municipal e da Polícia Militar foram acionados para assumir a ocorrência e conter o condutor do carro.

O estudante recusou-se a fazer o teste do bafômetro, mas os policiais emitiram um termo de constatação de embriaguez devido aos sintomas aparentes e o autuaram com base no Código de Trânsito Brasileiro. O jovem foi preso e levado para a 9ª Subdivisão Policial para as providências legais. Os dois veículos apresentavam irregularidades administrativas e foram apreendidos ao pátio do Detran.

O motorista e estudante de medicina envolvido no acidente que deixou um motoboy em estado gravíssimo em Maringá foi solto nesta segunda-feira (24). A Justiça concedeu liberdade provisória e determinou o pagamento de R$ 15 mil de fiança, além do cumprimento de medidas cautelares.

A decisão foi tomada pela juíza Elaine Cristina Siroti, da Central de Audiência de Custódia de Maringá. Segundo a decisão, o motorista é primário e possui bons antecedentes. A magistrada também considerou que não houve pedido de prisão preventiva por parte da polícia ou do Ministério Público.

O motorista deverá comparecer mensalmente à Justiça para informar suas atividades e não poderá deixar a comarca de Maringá sem autorização. Ele também não poderá permanecer fora da cidade por mais de oito dias sem comunicar previamente o Judiciário.

A liberdade provisória não significa que o motorista foi absolvido. O processo continuará na Justiça e será encaminhado para a 1ª Vara Criminal de Maringá.