Destaques do Dia Maringa Policia

Imposto de Renda 2026: como será o pagamento do 1º lote de restituição?

Receita libera consulta ao primeiro lote de restituição do IR nesta sexta (22)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar recua nesta quarta-feira (20), conforme negociações entre EUA e Irã aliviam a pressão sobre moedas de mercados emergentes, como o real.

O pregão também é marcado pelo alívio no petróleo, que volta ao patamar abaixo de US$ 110 no pregão, após altas recentes. O recuo reduz a cautela de investidores e impulsiona a busca por ativos de risco ao redor do mundo, favorecendo a Bolsa.

Por volta das 11h40, a moeda norte-americana caía 0,36%, cotada a R$ 5,022, em linha com o exterior. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis divisas fortes, recuava 0,14%.

No mesmo horário, o Ibovespa, índice de referência do mercado acionário brasileiro, subia 1,51%, a 176.926 pontos, revertendo a forte queda de 1,52% na véspera (19).

O comportamento doméstico acompanha o exterior. Durante a manhã, o petróleo Brent, referência mundial, cedia 4,32%, a US$ 108,54 no contrato de julho.

Também no exterior, os índices de Wall Street e europeus subiam, com destaque para o EuroStoxx 50 (índice de referência da União Europeia), que avançava 1,60%, e Nasdaq, com alta de 0,98%, à espera do balanço da Nvidia.

As incertezas no conflito continuam, mas sinais de avanço nas negociações reforçam o otimismo dos investidores.

Na terça-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse a parlamentares na Casa Branca que a guerra entre EUA e Irã “terminará muito rapidamente”. No mesmo dia, o vice-presidente do país, J.D. Vance, afirmou que muito progresso foi feito nas conversas.

O conflito no Oriente Médio tem causado o bloqueio do fluxo no estreito de Hormuz, via por onde passa cerca de 20% do abastecimento mundial de petróleo e gás.

A guerra pressiona as cotações da commodity e adiciona incertezas às cadeias globais de insumos, aumentando a preocupação com uma alta inflacionária no mundo.

O cenário ainda alimenta dúvidas. Nesta quarta, em nota, a Guarda Revolucionária do país disse que “se a agressão contra o Irã for repetida, a guerra se estenderá para além da região”.

Na véspera, Trump afirmou que o Irã estaria “implorando” por um acordo para pôr fim ao conflito e que os Estados Unidos poderiam precisar atacar o país novamente, caso um acordo não seja firmado.

Em entrevista à Folha, Esmaeil Baqaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, afirmou que o Irã está desenhando um protocolo para permitir a passagem de embarcações pelo estreito de Hormuz, mas navios dos Estados Unidos, de Israel e de países que apoiaram a guerra não poderão trafegar pela via marítima.

Tanto no Brasil quanto no exterior, o conflito tem aparecido nos juros futuros. Conforme persiste e eleva as cotações do petróleo, a guerra tem reforçado as apostas de juros restritivos por mais tempo -o que pressiona a curva de juros.

O cenário adverso pesou sobre as taxas DIs, que refletem a expectativa do mercado para a trajetória futura da Selic, na véspera. Neste pregão, contudo, o movimento tem se revertido com a queda do pétróleo e o otimismo global.

A taxa do DI para janeiro de 2035 encerrou o pregão de terça-feira a 14,356% (uma alta de 10 pontos-base). Nesta quarta, o ativo recua 8 pontos-base para 14.275%.

Nos EUA, o rendimento do Treasury de 10 anos atingiu máxima de 16 meses de 4,687% na sessão anterior, mas recua para 4,651% nesta quarta.

“O alívio nos rendimentos globais contribui para uma acomodação na curva de juros doméstica, enquanto o câmbio segue sensível ao comportamento do dólar no exterior”, afirma a casa de investimentos Ágora em relatório.

Internamente, investidores seguem atentos aos desdobramentos do caso que liga o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao ex-banqueiro do Master, Daniel Vorcaro, atualmente preso.

Na última semana, o site Intercept Brasil revelou que Flávio pediu dinheiro ao ex-banqueiro para financiar o filme “Dark Horse”, com um aporte de R$ 61 milhões de Vorcaro. A Folha e o próprio Flávio confirmaram as mensagens -o senador negou ter recebido ou oferecido vantagens por conta disso.

A Polícia Federal suspeita que recursos ligados a Vorcaro foram utilizados para financiar despesas do ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos -onde ele reside desde fevereiro de 2025. Eduardo e Flávio negam.

Na terça-feira, Flávio também revelou ter visitado Vorcaro depois da primeira prisão do ex-banqueiro, no fim de 2025. Em entrevista, o senador afirmou que procurou Vorcaro para colocar “um ponto final” no envolvimento entre os dois.

Leia Também: Conheça golpes do Desenrola Brasil e saiba como fugir deles