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Já pisaram aqui – confira artistas e bandas icônicas que se apresentaram em Maringá

Já pisaram aqui - confira artistas e bandas icônicas que se apresentaram em Maringá

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Maringá – a Cidade Canção em que Raul Seixas pousou em seu disco voador, Chorão já buscou seu lugar ao sol e Gonzagão já aproveitou seu título de Rei do Baião para um showmício. Os Mamonas já fizeram Roda Vira, Rita Lee mostrou seu Tal de Roquenrou e até Shakira já mostrou seu charme. Sobrou até para a UEM – que recebeu Raimundos e Cachorro Grande em calouradas.

Dessa forma, a cidade já sediou batidas, ritmos e bandas inesquecíveis em diferentes épocas. “Inesquecíveis”, pois o Maringá Post procurou histórias e lembranças de pessoas que presenciaram estes momentos.

Da latinidade de Shakira ao forró de Gonzagão, confira artistas que “Já pisaram aqui” na nossa série especial. Todos os sábados, às 16h, uma nova reportagem com pesquisa e escrita de Mari Parma.

 

Calourada com Raimundos – 1997. Foto: Arquivo/Maringá Histórica

 

A Universidade que já formou milhares de pessoas também já foi palco de muitas apresentações, entre elas, a banda gaúcha Cachorro Grande e Raimundos. Os jovens daquelas épocas assistiram os shows no próprio campus – ambos os eventos promovidos pelo DCE. 

 

UEM recebeu Raimundos

Raimundos se apresentou na calourada da UEM. Foto: Arquivo Maringá Histórica

Nesse show “entrou menor”. Segundo o portal Maringá Histórica, nos dias 13, 14 e 15 de março de 1997, aconteceu a calourada da UEM organizada pelo Diretório Central dos Estudantes. O evento recebeu diversas atividades culturais, e teve como grande destaque o show do Raimundos.

A banda, que foi formada em 1987 e viralizou a partir de 1993, vivia seu auge. 

Quem estava lá era Melissa Sperandio, hoje doutora em Administração pela UEM. Na época, Sperandio era estudante e não via a hora de ver o grupo.

“O show estava absurdamente lotado, e não só de calouros da UEM, mas da cidade inteira, especialmente da galera que curtia mais rock, assim como era a minha galera”. 

Ela também se lembra de estar junto de suas amigas, e de ver a energia do público:

“Galera pulando, gritando, se empolgando… muita gente nova, jovem. Imagina, né, calouros… Se não eram calouros, eram pessoas que estavam ainda na universidade, que ainda assim, são muito jovens, vendo, né, uma banda que a gente amava muito, então foi épico”.

Para a organização, a preocupação. Juvenal afirmou que cansou de ouvir telefones de reclamação. 

“Quem curtiu foi a moçada, os alunos, muita gente fora da UEM veio, então esse pessoal curtiu bastante. Agora a gente ali teve mais, eu devo confessar que a gente acabou tendo mais preocupação assim de acontecer alguma coisa.”

No entanto, afirma que tudo ocorreu bem:

 “É claro, o barulho foi até altas horas e tal, né? Mas eu não lembro, assim, de ter acontecido nada de ruim. Com certeza marcou a história da UEM”.

 

 

Cachorro Grande também agitou já o campus

A banda Cachorro Grande na Calourada da UEM 2010. Foto: arquivo

No dia 11 de março de 2010, o campus da UEM recebeu a banda Cachorro Grande. Em um arquivo publicado pelo O Diário de Maringá, era anunciado que a atividade começaria a partir das 23 horas. Além disso, o texto anunciou que planejava receber mais de 4 mil estudantes.

Rodolfo Palone, o Ruds, hoje professor de história, estava no show. Ele não se lembrava ao certo qual era o ano em que o show aconteceu, mas não se esquece da interação com o grupo.

“Eu me lembro que era um DCE bastante participativo. Os caras, inclusive, a galera do Cachorro Grande, ficou no DCE. A gente jogou sinuca com eles, cara, com o Beto Bruno, foi muito legal”. 

Ele lembrou também a força da Rádio da Universidade na época, ao trazer o grupo à Maringá em seu auge. 

“Na época que eles vieram pra cá, Cachorro Grande estava ‘estourado’. E eles vieram tocar no nosso quintal. Tinha uma presença muito importante”.

Apesar das lembranças pela emoção, ele não se recordava muito bem da data. Ao afirmar que a pesquisa apontou que o show ocorreu em 2010, ele se espanta: “Meu Deus, 2010? Eu achando que foi em 2013… Caraca, ‘tô’ velho.”