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Livro resgata e celebra obras acervo do Arquivo Histórico de Maringá

Livro resgata e celebra obras acervo do Arquivo Histórico de Maringá

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No ano em que Callil Haddad completaria cem anos, Elias Theodoro Mateus e Hagá Galvão, servidores da Secretaria Municipal de Cultura, lançam o livro “Memória do Teatro em Maringá”. A obra apresenta ao público três peças de teatro de consagrados dramaturgos pioneiros de Maringá. São elas: “Sete de Copas”, de Calil Haddad, “Boca Maldita” (1983), de Elfrida Biscaia, e “Maringá de Vinte Anos” (1967), de Oscar Leandro. 

O lançamento ocorre neste domingo (18), às 17h, no Espaço FLIM (estacionamento do Estádio Willie Davids). Os exemplares serão distribuídos gratuitamente aos visitantes.

A coletânea chega ao público marcado por datas especiais. Entre elas, estão o centenário de nascimento de Calil Haddad, os 90 anos de Elfrida Biscaia, os 70 anos de fundação do TMC e as três décadas de história do Teatro Regional Calil Haddad. 

O material busca estabelecer uma ponte vital entre gerações, preservando obras que são, ao mesmo tempo, documentos históricos e manifestações artísticas vibrantes.

 

As obras

Sete de Copas e Boca Maldita são peças inéditas. Os textos contam com textos biográficos, fotos e documentos existentes no acervo do Arquivo Histórico do Município de Maringá da Gerência de Patrimônio Histórico e Cultural. 

A coletânea reúne três peças de teatro que exploram tensões sociais, dramas humanos e a formação da identidade regional por meio de perspectivas distintas. 

 

Sete de Copas, de Calil Haddad (1926-1981)

O sequestro de uma criança mergulha um jovem casal em um pesadelo psicológico agravado por uma exigência de resgate pouco convencional. Para salvar o filho, os protagonistas arquitetam um plano ousado que acaba por revelar segredos do passado e a fragilidade das relações familiares sob pressão. 

Nascido em Jaú (SP), Calil fundou o Teatro Maringaense de Comédia (TMC) em 1956 e hoje é o patrono do Teatro Municipal de Maringá.

 

Boca Maldita, de Elfrida Wunderlich Biscaia (1936-1988)

O cenário dividido entre um botequim e uma banca de revistas serve de palco para uma sátira mordaz sobre alienação e corrupção. Escrita em 1983, a trama reflete os dramas da crise da dívida externa brasileira através de uma solução mirabolante e absurda proposta pelas personagens. Pioneira de multifacetada atuação cultural e social, Elfrida empresta hoje seu nome ao foyer do Teatro Regional Calil Haddad. 

 

Maringá de Vinte Anos, de Oscar Leandro (1910-1990)

Escrita para o aniversário da cidade em 1967, narra a saga de Jeremias, um pioneiro que compõe uma canção de saudade após ser abandonado pela esposa. O drama confunde-se com a própria história da cidade e seu progresso vertiginoso, culminando em um desfecho emocionante. Cofundador da AMTA, Leandro é hoje homenageado com o nome do auditório do Teatro Regional Calil Haddad

 

 Elias Theodoro Mateus, autor da coletânea, destaca a importância da obra para o resgate e reconhecimento da identidade regional:

“Este livro consagra-se como um tributo fundamental à memória cultural de Maringá, reunindo as vozes dos três pioneiros que alicerçaram a identidade teatral da ‘Cidade Canção’”.