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Maior ladrão de livros raros ‘mudou de carreira’ e agora rouba quadros

Maior ladrão de livros raros ‘mudou de carreira’ e agora rouba quadros

Laéssio Rodrigues de Oliveira, de 53 anos, é apontado pela polícia como o maior ladrão de livros raros do Brasil. No entanto, agora também está sendo investigado por estar envolvido no roubo de obras de arte.

Investigações policiais indicam que, apesar de se manter no tema, o homem teria sido o mentor do roubo de 13 obras de arte da Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo, em dezembro do ano passadom, que estão avaliadas em 1,3 milhões de reais.

Embora outras obras de arte tenham sido apreendidas durante as buscas da última quarta-feira, as gravuras de Henri Matisse e Candido Portinari, considerado um dos mais importantes pintores brasileiros, ainda não foram localizadas.

A polícia, segundo O Globo, refere que Laéssio orientava os outros criminosos sobre as várias formas de ocultar as obras roubadas, bem como evitar o rastreamento das peças. Conversas encontradas no celular de um dos suspeitos mostram que o pesquisava os valores dos quadros e negociava encontros para organizar o esquema.

Em um áudio obtido pelas autoridades, o próprio ladrão assume ter mudado de carreira: “A minha especialidade mesmo é livros. Meu negócio é livro. Livros muito valiosos, muito raros. Eu espalho isso pelo mundo todo. Eu estou me metendo com negócio de quadro aí agora”.

Além de Laéssio, foram também detidos Carlos Leandro Ferreira da Silva, o companheiro, e uma estudante de direito identificada como Regiane Rodrigues da Silva, que seria a intermediária entre o mentor e os executores do crime.

Felipe dos Santos Fernandes Quadra e Gabriel Pereira Rodrigues de Mello foram identificados como os assaltantes armados. O primeiro foi preso no dia seguinte ao crime, o segundo segue foragido.

Os roubos de livros

Antes dos roubos de obras de artes, Laéssio era conhecido das autoridades por furtar obras centenárias de bibliotecas, institutos históricos e acervos públicos em diferentes estados brasileiros.

Em 1998, foi apontado como responsável pelo furto de um conjunto de revistas raras na Fundação Biblioteca Nacional. Nos anos seguintes, realizou roubos nas bibliotecas da Universidade de São Paulo, do Museu Nacional e do Palácio do Itamary. 

Num documentário chegou a contar que a sua estreia aconteceu quando roubou uma revista antiga com Carmen Miranda na capa.

O homem já foi preso pelo menos 11 vezes e tem vindo a ser acompanhado pela Polícia Federal desde que deixou a prisão em 2020. Tinha sido detido em 20 de abril deste ano depois de ter sido pego tentando corromper um segurança do Instituto Rui Barbosa, no Rio de Janeiro, para realizar outro furto.

Segundo o relatório da investigação, Laéssio não participou da execução deste crime para evitar ser reconhecido, já que é uma figura conhecida no meio cultural.

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