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Maringá ganha Jardim Sensorial para atendimentos terapêuticos

Maringá ganha Jardim Sensorial para atendimentos terapêuticos

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A partir da próxima semana, os moradores de Maringá e região terão acesso a uma nova experiência terapêutica e de integração com a natureza. O Centro Universitário Cidade Verde (Unicive) inaugura o seu Jardim Sensorial, uma estrutura de mais de 2 mil metros quadrados projetada para estimular os sentidos humanos e servir como campo de prática multidisciplinar para os alunos da instituição.

O projeto – instalado na unidade da avenida Carneiro Leão –  nasceu como uma atividade de extensão do curso de Arquitetura e Urbanismo, sob a organização da arquiteta e professora Carol Dieguez e coordenação do professor Fernando Novaes. A proposta foi desenhada pelos acadêmicos durante as disciplinas de Arquitetura da Paisagem e Projetos, passando por adequações técnicas para a implantação final no Núcleo de Atendimento à Comunidade (NAC).

Atendimento à comunidade

O reitor do Unicive, José Carlos Barbieri, destaca que a concepção do espaço atendeu ao desejo de criar um ambiente onde diferentes áreas do conhecimento pudessem atuar de forma conjunta, preparando os estudantes para a realidade do mercado de trabalho.

“Fomos construindo os cantinhos de cada curso até instalar Fisioterapia e Terapia Ocupacional, que precisavam de um espaço como esse para trabalhar os sentidos com os pacientes. É um local para ajudar a desenvolver sensibilidades ou recuperar quem perdeu alguma função. São mais de 2 mil metros quadrados para atender a comunidade de Maringá e região, integrando o saber teórico com os estágios supervisionados”, pontua o reitor.

O espaço conta com fontes de água para estímulo auditivo, pisos com diferentes texturas e rugosidades para o treino de equilíbrio, além de canteiros com plantas aromáticas e espécies comestíveis.

Estímulo aos sete sentidos

Para além dos cinco sentidos tradicionais (visão, audição, olfato, paladar e tato), o coordenador dos cursos de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, Jusciliano Boaretto, explica que o jardim trabalha a propriocepção — a percepção do corpo no espaço — e a interocepção, que é a resposta interna do organismo aos estímulos externos.

“O ambiente agrega muito valor à qualidade dos atendimentos no NAC. Ele permite que alunos de Fisioterapia, Biomedicina, Terapia Ocupacional, Nutrição, Psicologia, Pedagogia e Direito atuem juntos. O paciente em contato com o meio externo recebe o máximo de estímulos possíveis em uma dinâmica próxima da realidade, de forma prazerosa e eficiente”, avalia Boaretto.

A estrutura conta ainda com hortas e temperos que serão utilizados ativamente pelas equipes de Nutrição e Gastronomia durante os atendimentos.

Protagonismo acadêmico

A participação dos estudantes de Arquitetura e Urbanismo foi um dos pilares da criação do Jardim Sensorial. Segundo o coordenador do curso, Fernando Novaes, os alunos acompanharam desde o levantamento inicial do terreno e as entrevistas com os responsáveis pelo núcleo de atendimento até a etapa inicial de plantio das mudas.

“Foi uma maneira de vivenciarem na prática o que farão na vida profissional. Cada setor do jardim foi pensado para explorar um sentido. Os alunos elaboraram os projetos, que depois foram aprimorados pela professora Carol Dieguez para a execução. A comunidade poderá usufruir de todo o espaço logo após a reinauguração do NAC na próxima semana”, conclui Novaes.