A baixista e cantora Jennifer Finch, integrante da banda de rock L7, morreu neste sábado (18), aos 59 anos, apenas cinco dias após tornar público que enfrentava um câncer agressivo no cérebro. A notícia foi confirmada por meio de publicações nas redes sociais da artista e do grupo, que prestaram homenagens e lamentaram a perda da musicista.
Em nota publicada no Instagram, familiares e pessoas próximas destacaram a importância de Jennifer tanto para a música quanto para aqueles que conviveram com ela. “É com profunda tristeza que anunciamos o falecimento de nossa parceira, irmã, filha e amiga Jennifer Precious Finch. O impacto de Jennifer no mundo da música foi avassalador; o impacto em nossas vidas, ainda maior. Agradecemos o interesse e a preocupação de todos, bem como as mensagens carinhosas. Pedimos que nos concedam um pouco de espaço para vivermos nosso luto com privacidade neste momento difícil”, diz o comunicado.
A banda L7 também se manifestou nas redes sociais. “É com o coração extremamente pesado que anunciamos o falecimento, hoje, de nossa amada companheira de banda, amiga e parceira de travessuras, Jennifer Finch. Ela travou uma longa e corajosa batalha contra o câncer no cérebro e era muito querida por inúmeros amigos maravilhosos, colegas músicos e fãs ao redor do mundo. Nós te amamos, Jennifer”, escreveu o grupo.
O diagnóstico da doença havia sido divulgado na última segunda-feira (13), quando familiares, amigos e integrantes do L7 anunciaram a criação de uma campanha de arrecadação para ajudar a custear o tratamento da artista.
Na ocasião, foi informado que Jennifer havia sido diagnosticada com uma forma agressiva de câncer cerebral e que, após múltiplas cirurgias e graves complicações, precisava de cuidados médicos intensivos, reabilitação e assistência profissional em casa.
A banda explicou ainda que a turnê The Last Hurrah havia sido planejada quando as quatro integrantes estavam bem de saúde. Mesmo sem condições de participar das apresentações nos Estados Unidos, Jennifer pediu que o grupo mantivesse os shows programados.
“Embora ela não possa se juntar a nós para as próximas datas nos EUA, Jennifer nos pediu para continuar com a turnê conforme o planejado. Honraremos seu pedido, fazendo de seu cuidado e bem-estar nossa prioridade imediata”, informou o comunicado divulgado na época.
Os integrantes também incentivaram os fãs a contribuir com a campanha de arrecadação. “Por favor, doe se puder — e, tão importante quanto, compartilhe a campanha o máximo possível. Cada contribuição, compartilhamento e mensagem de apoio importa. Jennifer é parte da nossa família. Nós a amamos e queremos que ela sinta toda a força da comunidade que a amou e apoiou por tantos anos”, escreveu o L7, banda fundada nos anos 1980 e atualmente formada por Donita Sparks, Demetra Plakas e Suzi Gardner.
No perfil oficial de Jennifer Finch, um comunicado divulgado antes de sua morte detalhava o estado de saúde da artista. A nota informava que, após o diagnóstico, havia esperança de que o tratamento permitisse seu retorno a uma vida normal. No entanto, complicações levaram a diversas cirurgias e a sucessivos contratempos, deixando-a com limitações físicas importantes e dependente de cuidados especializados.
Segundo o texto, a campanha criada tinha como objetivo custear enfermagem domiciliar, fisioterapia, fonoaudiologia, equipamentos médicos, assistência em casa e também preservar o legado artístico construído por Jennifer ao longo de décadas.
A mensagem terminava destacando a trajetória da musicista e convocando o público a apoiá-la. “Jennifer passou a vida fazendo barulho. Criando arte. Fazendo história. Desafiando expectativas. Derrubando portas. Estendendo a mão para as pessoas. Importando-se de verdade, mesmo quando teria sido mais fácil não o fazer. Agora é a nossa vez de estender a mão para ela”, dizia o comunicado.
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