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Mulher que sobreviveu a execução no Tennessee está em estado crítico, diz advogado

Mulher que sobreviveu a execução no Tennessee está em estado crítico, diz advogado

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Christa Pike, a mulher condenada à morte que sobreviveu à execução no estado do Tennessee, nos Estados Unidos, está viva, mas em estado grave, declarou um de seus advogados nesta quinta-feira (1º). “Disseram-nos que ela se encontra em condição crítica e está recebendo atendimento médico para salvar sua vida”, afirmou Randy Spivey.

Pike, 50, recebeu duas injeções letais na noite de quarta-feira (30) antes de ser finalmente transferida para um hospital. Foi a segunda execução malsucedida na Penitenciária de Segurança Máxima de Riverbend neste ano.

Ela foi condenada à morte na década de 1990 pelo assassinato de uma colega, Colleen Slemmer. Na época, Pike tinha 18 anos.

“Christa está viva neste momento”, disse Spivey a jornalistas. “Não temos uma previsão sobre seu estado de saúde nem muitas informações atualizadas no momento, mas sabemos que ela está viva e recebendo atendimento médico para salvar sua vida.”

Os advogados reforçaram o pedido para que Pike tenha sua pena transformada em prisão perpétua e chamaram a execução de “tortura química”.

O governador do Tennessee, Bill Lee, que na segunda-feira (28) rejeitou o pedido de clemência de Pike para comutar sua pena para prisão perpétua, determinou a suspensão das execuções previstas no estado até o fim do ano e uma investigação independente sobre a tentativa fracassada de quarta-feira.

“Não há ninguém que quisesse que o que aconteceu na noite passada acontecesse”, disse Lee, um republicano, a jornalistas. “É uma tragédia, e é profundamente perturbador para mim que isso tenha ocorrido neste estado. A população merece algo melhor, e vamos garantir que isso aconteça.”

O Tennessee adotou, em 2024, um protocolo de injeção letal com uma única substância, o pentobarbital, um potente barbitúrico. Funcionários penitenciários injetaram duas seringas em Pike, segundo um documento judicial apresentado por seus advogados no fim da noite, causando-lhe “agonia desnecessária”, mas sem matá-la.

Autoridades penitenciárias do Tennessee disseram que a execução foi interrompida e que Pike foi retirada do local em uma ambulância. Kayla Hackney, porta-voz do Departamento de Correções, se recusou a responder a perguntas sobre o estado de saúde de Pike. Ela teria sido a primeira mulher executada pelo Tennessee em mais de dois séculos.

A maioria dos países do mundo aboliu a pena de morte, e o alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, afirmou que o caso de Pike demonstra que os EUA deveriam seguir o mesmo caminho.

“O sofrimento prolongado – físico e mental – decorrente de múltiplas tentativas fracassadas de execução é abominável e cruel”, afirmou Türk em um comunicado.

Pike tinha 18 anos em janeiro de 1995, quando ela, seu namorado de 17 anos, Tadaryl Shipp, e uma terceira pessoa atraíram Colleen Slemmer, uma colega de 19 anos do centro profissional Job Corps, em Knoxville, para uma área de mata, onde a torturaram e mataram. Pike e Shipp confessaram o crime, e ambos foram condenados por homicídio em primeiro grau.

No entanto, apenas a mulher foi condenada à morte, porque Shipp foi considerado muito novo para receber a punição capital.

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