O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) chega às eleições de 2026 com R$ 3,9 milhões em bens declarados à Justiça Eleitoral. Na primeira declaração apresentada pelo parlamentar, em 2022, quando disputou uma vaga na Câmara dos Deputados, o patrimônio informado era de R$ 36,8 mil, em valores nominais. Neste ano, ele tentará a reeleição.
A diferença entre os dois registros é de R$ 3,86 milhões. A maior parte do patrimônio declarado atualmente está concentrada em um imóvel residencial adquirido por meio de financiamento. O bem foi informado pelo valor de R$ 2,23 milhões.
Segundo a declaração, o financiamento ainda não foi quitado. Em 31 de dezembro de 2025, o saldo devedor informado por Nikolas era de R$ 1,72 milhão. Considerando a diferença entre o valor declarado do imóvel e a dívida restante, cerca de R$ 511 mil correspondem à parcela já quitada do financiamento.
Além do imóvel, o deputado declarou uma carteira extensa de investimentos. A relação inclui aplicações em renda fixa, títulos públicos federais, fundos de investimento, ações e recursos mantidos em contas bancárias.
Entre os valores mais expressivos estão duas posições de R$ 298,6 mil cada em fundos de renda fixa. Também aparecem R$ 271,2 mil em uma conta de investimentos, R$ 84,5 mil em outra posição de investimentos e R$ 80 mil aplicados em um fundo de investimento em ações.
A declaração registra ainda R$ 45 mil em quotas de sociedade empresária e R$ 5 mil referentes à participação societária em uma empresa privada. Há também diferentes aplicações em títulos públicos, produtos de renda fixa e outros investimentos, além de saldos bancários.
Os valores correspondem aos bens declarados pelo próprio parlamentar à Justiça Eleitoral e não representam, necessariamente, o patrimônio líquido disponível, já que parte dos ativos está vinculada a obrigações financeiras, como o financiamento imobiliário.
Patrimônio em 2022
Na declaração apresentada em 2022, o patrimônio de Nikolas Ferreira era de R$ 36.820,46, composto principalmente por aplicações financeiras e recursos mantidos em instituições bancárias.
Naquele ano, o deputado informou R$ 15.679,91 em uma aplicação de renda fixa, R$ 5.174,01 em outra aplicação e R$ 14.120,70 em saldo bancário.
Também foram declarados R$ 762,81 em investimentos, R$ 911,57 em caderneta de poupança e R$ 171,46 em conta bancária.
















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