Um novo laudo pericial, solicitado pela família de PC Siqueira, trouxe uma reviravolta no caso de sua morte, ocorrida em 2023, em São Paulo. O documento conclui que o influenciador teria sido vítima de estrangulamento, contrariando a versão oficial de suicídio apontada pelas autoridades.
Em 2025, análises do Instituto Médico Legal (IML) e do Instituto de Criminalística (IC), ligados à Polícia Técnico-Científica, haviam indicado que a causa da morte foi suicídio por enforcamento com o uso de uma cinta de catraca, geralmente utilizada para prender cargas. Segundo essa linha, o ato teria ocorrido na presença da ex-namorada, Maria Luiza Lopes Watanabe. No entanto, a nova perícia, conduzida por Francisco João Aparício La Regina, ex-perito da corporação e professor da Academia de Polícia Civil (Acadepol), aponta que a asfixia teria sido provocada por um fio fino, semelhante ao de um fone de ouvido encontrado no apartamento.
O caso foi reaberto em janeiro deste ano após decisão da Justiça de São Paulo, atendendo a um pedido do Ministério Público, que identificou inconsistências técnicas na investigação inicial. Entre as hipóteses consideradas atualmente estão instigação ao suicídio, homicídio com simulação de suicídio e omissão de socorro.
Maria Luiza Watanabe, que havia encerrado um relacionamento de cerca de um ano com o influenciador, foi testemunha do ocorrido e prestou depoimento. Ela relatou detalhes do dia em que esteve com PC Siqueira e afirmou que ele morreu enquanto estavam juntos no apartamento. Ao perceber a situação, teria buscado ajuda com uma vizinha, que acionou a polícia. Familiares e um amigo também estiveram no local naquela noite. Dias antes, o youtuber havia publicado um vídeo anunciando o término do relacionamento e revelando estar novamente enfrentando um quadro depressivo. Segundo parentes, o casal teria consumido drogas na véspera.
Natural de Guarulhos, Paulo Cezar Goulart Siqueira foi um dos pioneiros do videoblog no Brasil, ganhando destaque em 2010 com o canal “maspoxavida”. Conhecido por seu estilo irônico e opiniões ácidas, abordava temas polêmicos e conquistou grande audiência na internet. Sua trajetória incluiu participações na televisão, como o programa “PC na TV”, da MTV Brasil, além de outros projetos em emissoras e plataformas digitais.
Em 2016, lançou o livro “PC Siqueira está morto”, no qual abordava questões pessoais como depressão, ansiedade e síndrome do pânico. Anos antes, em 2020, enfrentou acusações de pedofilia após a divulgação de conteúdos nas redes sociais, negando as alegações e afirmando ser vítima de fake news. Em 2021, a Superintendência da Polícia Técnico-Científica informou não ter encontrado provas que o incriminassem.
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