As passagens aéreas no Brasil podem ficar mais caras com a implantação completa da reforma tributária sobre o consumo. Um estudo da Associação Latino-Americana e do Caribe de Transporte Aéreo (Alta) estima que o preço dos bilhetes domésticos pode subir até 16,1% caso o aumento da carga tributária seja repassado integralmente ao consumidor.
A projeção considera a aplicação da alíquota padrão do IBS, Imposto sobre Bens e Serviços, e da CBS, Contribuição sobre Bens e Serviços. A estimativa inicial para os dois tributos é de 26,5%, embora o percentual definitivo ainda dependa da regulamentação e dos cálculos das alíquotas de referência.
Atualmente, segundo o estudo, os tributos representam cerca de 13,5% do preço das passagens nacionais. Com a mudança, o setor aéreo calcula que a procura por voos domésticos poderia cair 21,1%.
Isso significaria aproximadamente 20 milhões de viagens domésticas a menos por ano. No mercado internacional, a redução estimada seria de 17,8%.
A reforma, porém, estabelece tratamento diferenciado para a aviação regional. A Lei Complementar nº 214 prevê redução de 40% nas alíquotas do IBS e da CBS para o transporte aéreo regional de passageiros e cargas.
O Ministério de Portos e Aeroportos também defende regras específicas para ampliar o benefício e estimular a manutenção e expansão das rotas regionais.
Impacto em Maringá
O assunto interessa diretamente a Maringá. O Aeroporto Regional de Maringá movimentou 194.575 passageiros no primeiro semestre de 2026, segundo dados do Ministério de Portos e Aeroportos.
Em 2025, foram aproximadamente 855 mil passageiros no terminal maringaense. O aeroporto também está passando por um projeto de ampliação, com investimentos de R$ 129 milhões e previsão de aumento da capacidade para cerca de 1,3 milhão de passageiros nos próximos anos.
O possível aumento das passagens pode influenciar principalmente viagens de negócios, turismo e deslocamentos de moradores de Maringá e da região que dependem do transporte aéreo.
A reforma tributária começou sua fase de testes em 2026. A transição para o novo sistema será gradual e a implantação completa está prevista para 2033.
Por isso, o percentual de até 16,1% é uma projeção e não significa que todas as passagens terão esse aumento. O preço final dependerá da tributação efetivamente aplicada, dos custos das companhias e de quanto desse impacto será repassado ao passageiro.
















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