Último treinador a conquistar a Copa do Mundo no comando da seleção brasileira, lá se vão 24 anos do pentacampeonato no Japão, Luiz Felipe Scolari foi homenageado pelos jogadores e comissão técnica nesta quinta-feira (28), na Granja Comary, em Teresópolis (RJ). Atual coordenador técnico do Grêmio, Felipão aproveitou para incentivar os convocados na busca do hexa.
“Como é bom ser campeão do mundo, e vocês têm toda essa possibilidade. É difícil, se fechem entre vocês. Vocês foram escolhidos e fazem parte de uma elite. E essa elite tem que saber: ‘eu jogo pelo outro, eu faço pelo outro’”, defendeu Felipão, penta com a Amarelinha em 2002.
Aposentado da beira do gramado desde 2022, o ex-técnico gaúcho de 77 anos assistiu ao segundo treino da seleção em Teresópolis, antes de ser agraciado com uma placa comemorativa com os principais títulos que faturou ao longo da carreira.
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Dos 26 convocados por Ancelotti, Felipão treinou Igor Thiago e Danilo Santos, quando jogavam na categorias de base do Cruzeiro e Palmeiras, respectivamente. Também comandou o goleiro Weverton quando faturou o Brasileirão 2028 pelo Palmeiras, e Neymar, durante a Copa do Mundo de 2014, no Brasil.
Felipão e Ancelotti se tornaram amigos após a temporada 2008/2009, quando o treinador brasileiro deixou o comando técnico do Chelsea e foi sucedido pelo italiano. O gaúcho prestigiou o amigo comparecendo ao evento de apresentação de Ancelotti como técnico da Amarelinha há quase um ano, e também na coletiva da primeira convocação da Amarelinha.
“Uma equipe não começa só pelo Carlo, começa por toda a comissão. Esta é a equipe do Brasil. E saibam que um tem que fazer pelo outro e tem que cobrar e aceitar do outro. Aceitar é muito difícil. Vocês têm um cara [Carlo Ancelotti] que irá comandar vocês e que conhece [de futebol]. Portanto, aceitem, dialoguem, conversem. Quero que vocês ganhem, porque quem ganha é o Brasil, somos todos nós. Desejo a vocês tudo de bom e saibam se doar pelo Brasil e pelo outro”, disse Felipão aos jogadores.
Após o pentacampeonato com a seleção brasileira, Felipão conduziu Portugal à conquista da Eurocopa de 2004 e permaneceu no comando do time lusitano até 2008. Ele voltou a treinar a Amarelinha em novembro de 2012, e meses depois foi campeão da Copa das Confederações de 2013, no Brasil, torneio que serviu de evento teste para o Mundial um ano depois no país.
Felipão também trilhou um carreira vitoriosa em vários clubes, colecionando duas Copas Libertadores – em 1995 com o Grêmio e quatro anos depois com o Palmeiras -, dois Campeonatos Brasileiros (1996 com o Grêmio e em 2018 com o Palmeiras) e quatro Copas do Brasil: com Criciúma (1991), Grêmio (1994), e duas vezes com o Palmeiras (1998 e 2012).
















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