BRUNA FANTTI
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – A PF (Polícia Federal) brasileira prendeu neste domingo (21) um suposto fornecedor de armas ao Comando Vermelho. Segundo as investigações, o suspeito estava no Suriname e teria movimentado cerca de R$ 150 milhões em ações ligadas à facção criminosa fluminense. Ele foi identificado como Arnaldo Ribeiro.
Questionada, a polícia disse não saber se Ribeiro tem defesa constituída, e o Ministério Público Federal não respondeu. A reportagem também não encontrou outros processos contra ele no Brasil nem conseguiu identificar se ele tem advogado.
Ao todo, a Operação Red Fox cumpriu 4 mandados de prisão -outras 9 pessoas não foram encontradas e são consideradas foragidas. A 5ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro também determinou o bloqueio de R$ 500 milhões em bens e a suspensão das atividades de empresas apontadas como de fachada.
Conforme a PF e o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Federal), Ribeiro negociou a compra de dez fuzis AK-47 para o Comando Vermelho.
Ele e sua esposa foram localizados e presos pela polícia do Suriname em uma mansão em Paramaribo, a capital do país. O casal foi então extraditado e enviado para Belém (PA).
As investigações apontam que Ribeiro mantinha contato com Edgard Alves Andrade, o Doca, apontado como o principal líder do Comando Vermelho nas ruas. Ele era um dos alvos da operação, mas não foi localizado pelos agentes.
Além do casal, outros dois investigados foram presos no Brasil. Segundo a polícia, um homem foi detido no Rio de Janeiro suspeito de utilizar contas pessoais e empresariais para dispersar o dinheiro da facção e realizar pagamentos a fornecedores.
Em Tabatinga (AM), foi preso um homem sob suspeita de ser responsável por uma empresa utilizada para movimentar recursos da organização criminosa na região amazônica, especialmente em operações relacionadas ao tráfico de drogas e armas.
O responsável pela gestão financeira do grupo e o operador do esquema seguem foragidos, segundo a polícia.
As apurações indicam que o suspeito de fornecer armas teria negociado diretamente com a liderança do Comando Vermelho a aquisição do lote de armamentos. Segundo os investigadores, os valores foram depositados de forma parcelada para dificultar o rastreamento das movimentações financeiras.
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