BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – A PGR (Procuradoria-Geral da República) pediu nesta quarta-feira (2) o arquivamento da denúncia feita por Daniel Vorcaro em depoimento ao ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre possíveis intimidações e maus-tratos que estaria sofrendo na prisão.
Para Paulo Gonet, não havia materialidade no relato do ex-banqueiro.
No entendimento do procurador-geral, a narrativa apresentada pelo ex-dono do Banco Master não foi acompanhada de elementos concretos para justificar a abertura de uma investigação sobre o tema.
O depoimento durou quase duas horas. Ao longo desse tempo, Vorcaro afirmou que estaria sendo pressionado a não delatar o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. De acordo com ele, a tentativa de delação premiada dele estaria sendo frustrada também diante de ameaças diante da perspectiva de ele envolver o chefe da corporação.
No entendimento de Gonet, o ex-banqueiro não deu sinalização concreta de das condições a que estaria sendo submetido, o que tornaria a narrativa dele incapaz de provocar providências investigativas próprias.
As declarações de Vorcaro foram ouvidas com presença do Ministério Público e sem a Polícia Federal, na última quinta-feira (27). A defesa do ex-banqueiro pediu a sessão para discorrer sobre perseguições que estaria sofrendo.
Ainda nesta quarta, Mendonça publicou uma nota a respeito do depoimento na qual afirmou que o ato foi conduzido por um juiz auxiliar do relator e que o conteúdo é resguardado por sigilo legal.
“O depoimento foi realizado por requerimento expresso da defesa do depoente, que relatou estar sofrendo graves intimidações e solicitou ser ouvido com urgência. Trata-se de ato processual regular, conduzido por juiz auxiliar”, afirmou o ministro no texto.
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