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“Pipas pela Palestina”: Ação em Maringá combina oficina e ato simbólico no 7 de Setembro

"Pipas pela Palestina": Ação em Maringá combina oficina e ato simbólico no 7 de Setembro

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Com o objetivo de manifestar solidariedade à população da Faixa de Gaza e protestar contra as ações militares na região, o Comitê Maringaense de Solidariedade à Palestina, promove neste final de semana prolongado, a ação “Pipas pela Palestina”. A programação conta com uma oficina gratuita de confecção de pipas no sábado e um ato coletivo na segunda-feira, feriado de 7 de setembro. 

A escolha da pipa como símbolo central da mobilização remete à tradição cultural do brinquedo entre as crianças palestinas. Segundo os organizadores, a atividade busca dar visibilidade às restrições enfrentadas pela infância na região do conflito e ao risco a que menores são submetidos no cotidiano da guerra.

Oficina e confecção de pipas

A primeira etapa da iniciativa acontece no sábado, a partir das 9h, na Praça Zumbi dos Palmares. A atividade é aberta ao público e não exige inscrição prévia: basta comparecer ao local no horário indicado.

A organização disponibilizará insumos para os participantes, mas incentiva que a comunidade também leve seus próprios materiais, como varetas de bambu, papel de seda (preferencialmente nas cores da bandeira palestina: preta, branca, verde e vermelha), linha, tesoura e cola.

“Vamos ensinar a fazer três modelos de pipa e falar um pouco sobre a questão da Palestina. Mesmo quem não puder participar da oficina, incentivamos que confeccione sua pipa em casa e a leve no dia 7 para a praça”, explica Thiago Ferraiol, um dos organizadores do evento.

Grito dos Excluídos

As pipas produzidas na oficina e trazidas pela comunidade serão empinadas na segunda-feira, feriado de 7 de Setembro, às 15h, na Praça da Catedral, durante o momento batizado de “Pipas ao Céu”. O ato reunirá crianças, jovens e adultos para colorir o céu da cidade em um gesto simbólico de apoio.

A manifestação estará integrada à programação local do Grito dos Excluídos e Excluídas. Realizada nacionalmente desde 1995 por iniciativa da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) a partir da 2ª Semana Social Brasileira, a mobilização ocorre tradicionalmente no Dia da Independência. O movimento propõe uma reflexão crítica sobre a data, abrindo espaço para reivindicações de movimentos sociais, pastorais e entidades da sociedade civil.