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Polícia antiterrorismo assume caso de ex-ministra britânica assassinada

Polícia antiterrorismo assume caso de ex-ministra britânica assassinada

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Policiais antiterrorismo passaram a liderar a investigação sobre a morte da ex-ministra britânica Ann Widdecombe após novas informações surgirem no caso.

Autoridades do Reino Unido dizem que a apuração mudou de rumo e agora trata a morte de Widdecombe como um caso com possível motivação terrorista. “Na quarta-feira, Ann Widdecombe foi assassinada em sua casa. As circunstâncias de sua morte são extremamente perturbadoras. A Polícia Antiterrorista assumiu agora a liderança da investigação”, afirmou a ministra do Interior, Shabana Mahmood, aos parlamentares.

Um homem britânico foi preso em Rotherham, no norte da Inglaterra, no fim da noite de sábado, sob suspeita de assassinato. Ele está agora também sendo acusado de cometer, preparar ou instigar atos terroristas, segundo as autoridades.

Inicialmente, a polícia havia dito que não tinham indícios de terrorismo ou motivação política. “Estamos investigando diversas linhas de raciocínio para apurar a motivação deste ataque”, disse Laurence Taylor, chefe da Polícia Nacional de Contraterrorismo.

Mahmood disse que as novas informações não indicam, até aqui, ligação do suspeito com o Prevent, programa britânico de combate à radicalização. A polícia pediu que o público repasse informações que possam ajudar a esclarecer o caso e afirmou que a prioridade é acelerar as diligências.

A ministra do Interior afirmou que a morte de Widdecombe reacende o debate sobre a proteção de pessoas que atuam na vida pública no país. Ela disse que o governo vai trabalhar com o Parlamento para discutir medidas de segurança para legisladores e outras pessoas envolvidas na política.

A segurança de parlamentares está sob escrutínio no Reino Unido após dois assassinatos de políticos em exercício na última década. A deputada trabalhista Jo Cox foi morta durante a campanha do Brexit, em 2016, e o deputado conservador David Amess foi morto em 2021.

Widdecombe foi encontrada morta, com ferimentos graves, em sua casa em Haytor Vale, sudoeste do país, na quinta-feira. A polícia acredita que ela tenha sido atacada quase 24 horas antes.

Um homem de 26 anos, preso sob suspeita do crime, foi liberado e não faz mais parte da investigação. Também cidadão britânico, ele havia sido preso anteontem em Newton Abbot, uma cidade a cerca de 15 km da casa de Widdecombe.

Ex-ministra era conhecida por suas visões socialmente conservadoras. Ela era contra o direito ao aborto e à expansão dos direitos LGBT, defendeu que prisioneiras grávidas fossem algemadas durante o parto para evitar fuga e considerava mães solo como maus exemplos.

Widdecombe era pró-Brexit. Ela se filiou ao Reform UK, partido fundado por Nigel Farage, e se tornou porta-voz da política anti-imigração.

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