A criação da primeira Escola Municipal Especializada para crianças diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), anunciada pela Prefeitura de Maringá, gerou apreensão entre um grupo de pais de alunos da Rede Municipal de Ensino, especialmente daqueles diagnosticados com TEA nível 3 de suporte. As famílias manifestaram preocupação quanto ao eventual deslocamento dos estudantes para uma nova unidade escolar e aos possíveis impactos que essa mudança poderia provocar na continuidade do atendimento educacional e terapêutico oferecido atualmente.
Outro ponto levantado pelos pais se refere ao receio de que a implantação da unidade especializada resulte no remanejamento de professores de apoio e, consequentemente, comprometa o atendimento dos estudantes com TEA níveis 1 e 2, que permanecerão nas escolas regulares.
Diante das dúvidas, a reportagem do Maringá Post entrou em contato com a Prefeitura de Maringá, que se manifestou, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Seduc).
Em nota oficial, a administração esclareceu que “não procede a informação de que todos os estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nível 3 de suporte serão encaminhados para uma única unidade escolar ou de que todos os professores de apoio da rede municipal serão remanejados”.
De acordo com a nota, o atendimento na “primeira escola municipal especializada” será destinado, “apenas”, aos estudantes indicados por avaliação técnica individual, seguindo critérios pedagógicos e funcionais. A matrícula dependerá da indicação da equipe técnica e da concordância da família.
A Seduc conclui que estudantes que permanecerem no ensino regular continuarão recebendo o suporte previsto em lei, conforme avaliação técnica.
















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