A Prefeitura de Maringá inaugurou nesta quarta-feira (19) o Centro de Supervisão Operacional do Transporte Coletivo (CSO), estrutura criada para ampliar o acompanhamento e o planejamento do transporte público na cidade. O espaço funciona na nova sede da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob), na Avenida Rebouças, e reúne informações da operação dos ônibus em tempo real.
OCentro conta com 13 telas que exibem dados sobre a localização dos veículos, cumprimento de horários, número de passageiros, viagens realizadas, quilometragem percorrida e desempenho das linhas. A intenção é utilizar essas informações para identificar problemas na operação e embasar possíveis mudanças na rede.
Todos os ônibus do transporte coletivo são monitorados por GPS. Com o sistema, fiscais, engenheiros e agentes de trânsito conseguem verificar a localização dos veículos e identificar atrasos ou adiantamentos em relação aos horários programados.
Além dos dados de localização, o centro também terá acesso a informações de bilhetagem digital. O cruzamento desses dados permitirá à Semob avaliar a demanda de cada linha e acompanhar a utilização do sistema.
Os passageiros também poderão contribuir com informações por meio do aplicativo ‘Na Hora Maringá’. Atualmente, cerca de 38 mil pessoas utilizam a plataforma, que oferece informações sobre o transporte coletivo e permite o envio de observações relacionadas a viagens, horários e itinerários.
Segundo a Prefeitura, o investimento previsto para os primeiros 12 meses chega a R$ 2,6 milhões. O valor inclui implantação e operação do centro, licenças da plataforma digital, aplicativos, capacitação de servidores, suporte técnico, infraestrutura, armazenamento em nuvem, georreferenciamento da frota e sistema de comunicação com os passageiros.
Também está prevista a instalação de telas no Terminal Urbano para disponibilizar aos usuários informações sobre as linhas e os horários do transporte coletivo.
Durante a inauguração, o prefeito Silvio Barros afirmou que os dados poderão ser utilizados para reavaliar a configuração da rede e buscar formas de aumentar o número de passageiros.

“Poderemos saber quantos passageiros usam uma determinada linha e se essa linha está dando prejuízo ou retorno. Com essas informações, poderemos redesenhar o sistema”, afirmou.
De acordo com o prefeito, o município atualmente investe cerca de R$ 70 milhões por ano em subsídios ao transporte coletivo. Ele também citou a possibilidade de, no futuro, o sistema contar com linhas de tarifa zero.
O secretário de Mobilidade Urbana, Luciano Brito, destacou que a participação dos passageiros pelo aplicativo será utilizada como complemento aos dados operacionais. Segundo ele, as informações poderão ajudar a Semob a identificar problemas e cobrar ajustes da empresa responsável pelo serviço.
Com a nova estrutura, a expectativa é que a Semob tenha uma visão mais detalhada da operação e possa utilizar os dados para avaliar mudanças em horários, itinerários e distribuição das linhas.
















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