SÃO PAULO, SP (FOLHAPRES) – Angelina Jolie refletiu sobre a morte, a saúde e a criação dos filhos ao comentar o lançamento de seu novo filme, “Vidas Entrelaçadas”.
Em entrevista à Variety, a atriz revelou que, pelo histórico de câncer em sua família, cresceu sem acreditar que teria uma vida longa e afirmou que educa os seis filhos “preparando-os para sua ausência”. A declaração surgiu quando comentava uma cena do longa em que sua personagem recebe diagnóstico de câncer de mama.
A atriz perdeu a mãe e a avó para a doença e, em 2013, passou por uma mastectomia dupla preventiva após descobrir que é portadora do gene BRCA1, que aumenta significativamente o risco de desenvolver câncer de mama e ovário.
“É muito impactante perceber que todos nós vamos morrer e que não estamos aqui para sempre. Acho que, por perder minha mãe jovem e nunca ter conhecido minha avó, nunca vivi com a sensação de que teria uma vida longa”, afirmou.
“Talvez eu sofra por sentir que não consigo viver o momento presente, porque sinto que preciso me apressar e agir rápido, pois o tempo está se esgotando”, disse.
Segundo Jolie, essa percepção influencia diretamente como cria os filhos. “Educo meus filhos preparando-os para viver sem mim, e não para um futuro em que eu esteja presente como avó. É o que acontece quando você considera a morte como uma realidade”, declarou.
Na mesma entrevista, a atriz afirmou que recuperou o “espírito de luta” graças ao incentivo dos filhos, que a encorajaram a voltar a atuar após anos dedicados à direção e ao período turbulento de seu divórcio com Brad Pitt.
Jolie e o ator viveram um relacionamento entre 2005 e 2016 e oficializaram a união em 2014. Juntos, tiveram seis filhos: Maddox, Pax, Zahara, Shiloh e os gêmeos Knox e Vivienne. O divórcio foi concluído oficialmente em 2024, após anos em disputa judicial.
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