O professor Maurício Guimarães Araújo, do curso de Odontologia da Universidade Estadual de Maringá (UEM), ocupa a segunda posição em um ranking mundial de impacto na área de implantodontia. O levantamento considera dados da plataforma Scopus, uma das principais bases de produção científica do mundo.
De acordo com os dados apresentados pela UEM, o ranking é liderado pelo sueco Ragnar Adell, com aproximadamente 330 pontos de impacto. Maurício aparece em segundo lugar, com cerca de 140, seguido pelos suecos Tomas Albrektsson, Jan Lindhe e Per-Ingvar Brånemark. O suíço Niklaus Lang aparece na sexta posição.
O indicador considera a relação entre o número de citações recebidas e a quantidade de artigos publicados. Maurício tem 92 artigos científicos registrados na Scopus e soma 12.889 citações.
A presença do professor entre pesquisadores de países com tradição na área chama atenção para a produção científica desenvolvida no Brasil. A Suécia é considerada um dos principais centros históricos da implantodontia moderna, especialmente a partir das pesquisas de Per-Ingvar Brånemark sobre a osseointegração entre o tecido ósseo e o titânio.
Da Suécia para Maringá
Maurício é natural do Rio de Janeiro e chegou a Maringá em 1990, após ser aprovado em concurso para a área de Periodontia da UEM. No ano seguinte, assumiu como professor efetivo e se tornou o primeiro docente de Periodontia da universidade.
Formado em Odontologia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), ele fez mestrado na Universidade de São Paulo (USP) e doutorado na Universidade de Gotemburgo, na Suécia. A instituição é a mesma onde estudou Brånemark.
Ao comentar a posição no ranking, o professor atribui o resultado ao trabalho desenvolvido ao longo de décadas dentro da universidade e defende que a produção científica brasileira pode alcançar o mesmo nível da realizada em centros internacionais.
“Precisamos olhar mais para as pessoas, e não para os lugares”, afirmou Maurício, segundo a UEM.
Na última década, o professor também participou da formação de pesquisadores que seguiram carreira acadêmica no exterior. Segundo ele, foram cerca de dez estudantes ou doutores que receberam cartas de recomendação para continuar os estudos em países como Estados Unidos, Alemanha e Suíça.
Para Maurício, a pesquisa acadêmica também precisa manter relação com a população. “Eu sou um clínico, então penso que minha pesquisa tem de servir à população, à comunidade”, disse.
O resultado coloca um pesquisador da UEM entre nomes de destaque internacional em uma área historicamente associada à produção científica de países como Suécia e Suíça.
















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