A Justiça Federal aceitou a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra 12 pessoas ligadas à Voepass pelo acidente aéreo que matou 62 pessoas em agosto de 2024. Com a decisão, os acusados passam à condição de réus e responderão a uma ação penal.
Entre eles estão o proprietário da companhia, José Luiz Felício Filho, diretores, gerentes e funcionários que atuavam nas áreas de operação, manutenção e segurança dos voos.
A decisão foi tomada pela 9ª Vara Federal de Campinas, em São Paulo. Os crimes apontados são atentado contra a segurança do transporte aéreo e sinistro em transporte aéreo.
O que diz a acusação?
Segundo o Ministério Público Federal, o acidente não teria sido resultado de uma falha isolada. A denúncia aponta problemas recorrentes na manutenção das aeronaves, falhas no sistema de degelo e supostas omissões no registro de irregularidades técnicas.
A acusação também sustenta que decisões da administração da empresa priorizavam a redução de custos em detrimento da segurança operacional.
De acordo com o MPF, a aeronave envolvida no acidente apresentava problemas relacionados ao sistema de degelo, importante para evitar o acúmulo de gelo em condições meteorológicas adversas.
As acusações ainda serão examinadas durante o processo judicial. Cabe à Justiça avaliar as provas e a responsabilidade individual de cada denunciado.
Como aconteceu o acidente?
Em 9 de agosto de 2024, um avião ATR 72-500 da Voepass caiu em Vinhedo, no interior paulista. A aeronave fazia a rota entre Cascavel, no Paraná, e Guarulhos, na Grande São Paulo.
Morreram os 58 passageiros e os quatro tripulantes. O desastre provocou uma das maiores tragédias da aviação brasileira nas últimas décadas.
O que acontece agora?
Os réus terão prazo para apresentar suas defesas. Na sequência, o processo poderá avançar para a análise das provas, depoimentos e demais etapas previstas na legislação.
O recebimento da denúncia não significa que os acusados sejam culpados. Uma eventual condenação dependerá da comprovação dos crimes e da decisão judicial ao final do processo.
O caso busca esclarecer responsabilidades individuais e verificar se falhas na manutenção e na gestão da segurança contribuíram para a tragédia.
















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