O deputado federal André Janones (Rede-MG) voltou a movimentar as redes sociais na madrugada desta quinta-feira (22) ao negar as informações divulgadas pela imprensa sobre a identidade de Mariana, nome que ele havia associado ao senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) no dia anterior.
Depois de provocar uma série de especulações com a pergunta “Quem é Mariana, Flávio?”, Janones afirmou que a pessoa mencionada por ele não tem relação com as informações divulgadas até agora.
“A imprensa tá viajando! A Mariana não tem nada a ver com o que foi divulgado até agora! Eu não passei o que tenho pra NINGUÉM ainda!”, escreveu o parlamentar.
Na mesma publicação, Janones afirmou que ainda pretende apresentar informações sobre o assunto e fez novas declarações em tom de suspense.
“Sobre esse assunto eu só posso adiantar duas coisas pra vocês: a primeira é que, ao final dessa história, haverá CHORO e RANGER DE DENTES! E a segunda é que não sobrará PEDRA sobre PEDRA! Quem viver, verá!”, acrescentou.
O deputado não explicou a identidade de Mariana, não detalhou a natureza das informações que afirma possuir e não apresentou documentos que permitam verificar suas declarações.
Quem é Mariana, citada por Janones?
A pergunta começou a circular na quarta-feira (21), depois que Janones publicou uma mensagem direcionada a Flávio Bolsonaro e incentivou seguidores a pesquisar o nome.
“Eu tive que ter muito sangue frio pra segurar essa informação até aqui, até porque poderíamos ter perdido a eleição no primeiro turno e nem ter o segundo! Mas eu arisquei e deu certo: é chegada a hora do BRASIL saber quem é a Mariana!”, escreveu.
A publicação foi acompanhada da hashtag #QuemEMarianaFlavio, que passou a ser compartilhada nas redes sociais.
A mensagem levou internautas e veículos de imprensa a recuperarem reportagens antigas sobre Mariana Lúcia da Silva Ramos Mota, ex-chefe de gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
O nome da ex-assessora apareceu em investigações do Ministério Público do Rio de Janeiro sobre suspeitas de um esquema de rachadinhas no antigo gabinete parlamentar do senador.
Entretanto, Janones não havia confirmado que se referia a essa mulher. Com a nova publicação, o deputado passou a contestar expressamente a associação feita nas reportagens.
Por que a imprensa associou Mariana ao caso das rachadinhas?
Mariana Lúcia da Silva Ramos Mota trabalhou como chefe de gabinete de Flávio Bolsonaro quando ele era deputado estadual no Rio de Janeiro.
Segundo informações divulgadas pelo UOL e pelo Estadão, o Ministério Público apontou que ela teria participado da arrecadação de parte dos salários de funcionários do gabinete antes de Fabrício Queiroz assumir a função investigada.
Documentos citados nas reportagens indicavam que Mariana teria recebido R$ 39,4 mil em 15 transferências realizadas por um ex-assessor entre janeiro de 2007 e março de 2008.
Os investigadores também examinaram movimentações financeiras relacionadas ao pagamento de despesas de um imóvel utilizado por Léo Índio, primo de Flávio Bolsonaro.
Essas informações pertencem à investigação antiga e não comprovam qualquer relação entre a ex-assessora e o novo questionamento de Janones.
O caso das rachadinhas envolvendo Flávio Bolsonaro foi arquivado em 2022, após decisões judiciais que anularam provas utilizadas na investigação. As acusações não chegaram a ser julgadas no mérito.
A defesa do senador sustentou que as decisões encerraram o caso. Na época das reportagens, a defesa de Mariana também contestou o vazamento de informações de um procedimento sob sigilo.
O que Janones promete revelar sobre Flávio Bolsonaro?
Até o momento, o deputado não apresentou publicamente os elementos que afirma ter guardado.
Na primeira publicação, Janones sugeriu que a informação poderia ter influenciado o primeiro turno da eleição presidencial. Na madrugada desta quinta-feira, reforçou a expectativa de novas revelações, mas não anunciou uma data nem explicou o conteúdo.
A declaração de que ninguém recebeu o material também significa que as informações atribuídas a ele nas reportagens anteriores não podem ser tratadas como uma revelação confirmada pelo parlamentar.
Janones tem utilizado o canal de WhatsApp Exército do Lula, que ultrapassou a marca de 7 milhões de inscritos segundo o deputado, para incentivar pesquisas e compartilhamentos relacionados à disputa presidencial.
A nova publicação ocorre a três dias do segundo turno das eleições, marcado para domingo (25), quando Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) disputam a Presidência da República.

















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