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Renda cresce em Maringá, mas desigualdade ainda marca cenário econômico

Renda cresce em Maringá, mas desigualdade ainda marca cenário econômico

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O avanço da renda observado no Brasil também encontra reflexos em Maringá, que mantém uma das melhores posições entre as cidades do interior do Paraná.

Segundo dados do Censo 2022 do IBGE, Maringá registrou renda domiciliar mensal per capita de R$ 2.647, a maior entre os municípios do interior paranaense com mais de 100 mil habitantes.

O indicador coloca a cidade acima de grande parte dos municípios do Estado, mas não significa que a renda esteja distribuída de maneira uniforme.

Dados mais recentes do Observatório Sebrae, baseados na RAIS, mostram que Maringá tinha 186.455 trabalhadores formais em 2025, com remuneração média de R$ 3.565,55.

O mercado de trabalho também apresentou crescimento: o número de empregados formais aumentou 2,33% em relação a 2024.

Ao mesmo tempo, os dados do Cadastro Único revelam outra face da economia local. Em 2026, mais de 50 mil famílias estavam cadastradas no sistema.

Dessas, mais de 22 mil famílias tinham renda de até R$ 218 por pessoa, enquanto mais de 10 mil estavam na faixa considerada de extrema pobreza.

O contraste mostra que Maringá reúne uma parcela expressiva da população com renda e emprego acima da média regional, mas também mantém bolsões importantes de vulnerabilidade.

A economia local tem forte participação do comércio, serviços, educação e administração pública. Somente o comércio varejista concentrava mais de 25,5 mil trabalhadores formais em 2025.

O cenário indica, portanto, que o crescimento da renda média não elimina automaticamente a desigualdade.

Para Maringá, o desafio está em transformar o crescimento econômico em aumento da renda das famílias que ainda estão nas faixas inferiores, reduzindo a distância entre os diferentes grupos sociais.

Fontes: IBGE/Censo 2022; Observatório Sebrae/RAIS; Cadastro Único e Conselho Municipal de Assistência Social de Maringá.