(FOLHAPRESS) –
Glória Menezes é um nome conhecido em todos os cantos do território nacional, porém não consta nos documentos oficiais da atriz, morta nesta terça-feira (18), no Rio de Janeiro. Uma das grandes damas da TV brasileira, ela adotou o nome artístico ainda no início da carreira.
Nascida Nilcedes Soares de Magalhães, a artista explicou que seu nome de batismo vem da junção dos nomes do pai, Nilo, e da mãe, Mercedes. “Um nome que não é um nome, é uma coisa”, brincou em entrevista ao site Memória Globo.
“Eu tive que trocar. Resolvemos botar Glória, porque Glória é Glória em qualquer idioma. E Menezes, por causa das minhas raízes portuguesas e porque completa treze letras. Dá sorte”, explicou.
Nascida em Pelotas, no Rio Grande do Sul, em 19 de outubro de 1934, Glória se mudou para São Paulo aos seis anos e fez carreira na capital paulista. Apesar de não ter concluído o curso, a atriz pode ser considerada uma uspiana. Ela ingressou na Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo (USP) e, lá, fundou o grupo de teatro amador Jovens Independentes.
Mesmo sem ter concluído os estudos, Glória foi eternizada na história do audiovisual brasileiro logo nos primeiros anos de carreira. Em 1962, protagonizou o filme “O Pagador de Promessas”, de Anselmo Duarte, primeiro e único longa-metragem brasileiro a vencer a Palma de Ouro no Festival de Cannes.
Pioneira, Glória estrelou a primeira novela diária da TV brasileira, “2-5499 Ocupado”, em 1963, na TV Excelsior, ao lado de Tarcísio Meira (1935-2021). Os dois se conheceram em 1959 e se casaram em 1962, protagonizando um dos casamentos mais longevos entre artistas brasileiros.
Antes de conhecer Tarcísio, porém, Glória se casou aos 18 anos com um primo, em uma união arranjada pela família. Do casamento, que durou poucos anos, nasceram os dois primeiros filhos da atriz, João Paulo e Maria Amélia. O caçula, Tarcísio Filho, é fruto de seu segundo casamento.
















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