Apesar de salários atrativos, setor diz não conseguir atrair trabalhadores e enfrenta ausência de cursos de qualificação profissional na região. ACIM criou Núcleo para debater demandas do setor.
O aquecimento da construção civil em Maringá esbarra na falta de profissionais qualificados no setor de acabamentos. Com mais de 109 edifícios em construção verticalizada na cidade, segundo o Sinduscon, o segmento de vidros e alumínio enfrenta um apagão de mão de obra técnica. O diagnóstico foi apresentado pela empresária Jenyffer Aline Servante, sócia-proprietária da Esquadra Pro e conselheira do Núcleo de Esquadrias e Vidraçarias da Associação Comercial e Empresarial de Maringá (ACIM).
Em entrevista ao portal Maringá Post na Expoingá 2026, Servante avaliou o primeiro ano de atividades do núcleo setorial. A meta do colegiado é quebrar o isolamento das marcas e estruturar compras coletivas de matéria-prima diretamente com fornecedores industriais.
Gargalo na Qualificação
O principal entrave para a expansão das indústrias locais é o caráter manual e artesanal da montagem de estruturas. Diante da escassez de operários prontos, as empresas adotaram a estratégia de contratar auxiliares sem experiência para treiná-los internamente.
O processo, contudo, é dificultado pela ausência de escolas técnicas voltadas ao ramo na macrorregião do Norte paranaense. “Hoje não existem cursos específicos para esquadrias e vidros em Maringá. Quando precisamos qualificar a equipe, temos que enviar o colaborador para Cascavel ou São Paulo, ou apelar para o formato de ensino a distância com prática supervisionada na fábrica”, revelou a conselheira.
Selo de Certificação
Para proteger o mercado local de prestadores de serviços informais e sem garantias estruturais, o núcleo da ACIM desenvolve um projeto de certificação para as empresas associadas.
O selo servirá como uma garantia oficial para o consumidor final de que a empresa contratada cumpre normas técnicas de engenharia, emite notas fiscais, possui responsabilidade técnica e assegura canais de pós-venda. De acordo com a empresária, a medida balizará o mercado em um momento de expansão de grandes obras verticais e de novos condomínios residenciais na cidade.
















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