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Tarifa de ônibus em Maringá acumula alta de 45% em quatro anos e está entre as mais caras do Paraná

Tarifa de ônibus em Maringá acumula alta de 45% em quatro anos e está entre as mais caras do Paraná

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Quatro anos após a Prefeitura de Maringá reduzir a tarifa de ônibus para R$ 4 por meio de uma lei municipal, os usuários passaram a pagar R$5,80 pela passagem. O reajuste entrou em vigor no último domingo (12), elevando a tarifa em 11,5%, de R$5,20 para R$5,80.

O novo valor representa uma alta de 45% em relação ao preço praticado em 2022 e coloca Maringá entre as cidades com as tarifas de transporte coletivo mais elevadas do Paraná.

O reajuste também superou a inflação do período. Enquanto a passagem acumulou alta de 45% entre fevereiro de 2022 e julho de 2026, a inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi de 24,37% no mesmo intervalo. Pelos cálculos do IBGE, uma tarifa de R$ 4 corrigida apenas pela inflação chegaria a R$ 4,97, valor R$ 0,83 inferior aos atuais R$ 5,80.

De R$ 5 para R$ 4

Em fevereiro de 2022, a então gestão municipal sancionou a Lei Complementar nº 1.307, que autorizou a ampliação do subsídio ao transporte coletivo e reduziu a tarifa de R$5 para R$4.

Na época, a medida foi apresentada como uma forma de reduzir o custo para os passageiros, incentivar o uso do transporte público e garantir o equilíbrio econômico-financeiro do sistema. A legislação também estabeleceu que, caso houvesse superávit em razão do aumento do número de usuários, os recursos excedentes deveriam ser utilizados para reduzir ainda mais o valor da passagem.

Reajuste e subsídio

Segundo a Prefeitura de Maringá, o reajuste foi definido após a atualização da tarifa técnica do sistema, que passou de R$8,87 para R$ 9,35. A administração municipal também informou que ampliou o subsídio ao transporte coletivo para R$60 milhões em 2026, aumento de 28% em relação ao ano anterior. De acordo com o município, o aporte permite que a tarifa paga pelos usuários permaneça abaixo do custo real da operação.

Em resposta ao Maringá Post, a TCCC afirmou que o reajuste foi motivado pela necessidade de recomposição parcial dos custos do sistema, conforme previsto no contrato de concessão e nos estudos técnicos do poder concedente. Segundo a empresa, fatores como a inflação acumulada, o aumento dos custos com mão de obra, combustíveis, manutenção da frota, peças, pneus e investimentos em tecnologia e acessibilidade, além da redução da demanda de passageiros após a pandemia, pressionaram os custos da operação.

A concessionária informou ainda que a tarifa pública de R$5,80 não cobre integralmente os custos do serviço. Segundo a empresa, o sistema continua dependendo da complementação financeira do Município para manter o equilíbrio econômico-financeiro do contrato e evitar que todo o custo da operação seja repassado aos passageiros.

Entre as tarifas mais altas do estado

Levantamento realizado pelo Maringá Post com base nas tarifas vigentes do transporte coletivo urbano em 17 municípios paranaenses mostra que Maringá está entre as cidades com as passagens mais caras do estado.

Entre os municípios analisados, apenas Toledo, Londrina, Curitiba, Ponta Grossa e Colombo possuem tarifas superiores à praticada em Maringá. Já cidades como Paranavaí, Francisco Beltrão, Apucarana, Arapongas, Pato Branco, Campo Mourão, São José dos Pinhais e Umuarama cobram valores inferiores aos usuários.

O levantamento considerou as tarifas urbanas vigentes divulgadas por prefeituras, concessionárias e atos oficiais. Nos municípios que adotam valores diferentes conforme a forma de pagamento, foram considerados os valores praticados para usuários do sistema convencional, com essa diferença indicada quando aplicável.