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tecnologia amplia ferramentas para eleitor pesquisar candidatos antes das eleições, avalia Alana Gazoli

tecnologia amplia ferramentas para eleitor pesquisar candidatos antes das eleições, avalia Alana Gazoli

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Com as eleições se aproximando, o eleitor tem à disposição ferramentas que podem ajudar na pesquisa sobre candidatos antes de escolher seus representantes. É o que avalia Alana Gazoli, advogada e jornalista. Para ela, além de ferramentas como pesquisas na internet e acompanhamento de notícias, a inteligência artificial pode ser utilizada como mais um recurso nesse processo, desde que as informações sejam conferidas.

Alana lembra que, durante o período em que trabalhou como repórter e apresentadora de televisão, a propaganda eleitoral no rádio e na TV tinha um peso maior na apresentação dos candidatos ao público. Naquele período, segundo ela, os debates políticos também tinham papel importante na decisão dos eleitores.

“Todo mundo conhecia os candidatos muito pela propaganda política, tanto da TV quanto do rádio. E o que era fundamental: realmente os debates políticos eram muito decisivos”, afirma.

Com a mudança na forma de acesso à informação, a jornalista avalia que o eleitor passou a contar com outras possibilidades para conhecer os candidatos e verificar suas trajetórias.

Pesquisa antes do voto

Para Alana, a decisão sobre o voto não deve ficar restrita ao que é apresentado durante a campanha eleitoral. Ela defende que o eleitor pesquise o histórico dos candidatos e acompanhe informações sobre suas atuações anteriores.

“Eu acho que a gente pode além das pesquisas, né, na internet, nos sites de notícias, a gente pode também usar a inteligência artificial para saber se realmente aquele candidato, o que é novo, tem ali um passado bacana, já com atividades em prol da sociedade”, explica.

No caso de candidatos que buscam a reeleição, ela destaca a importância de verificar o que foi realizado durante o período anterior no cargo.

“E também os que estão querendo a reeleição, o que fizeram de bom realmente”, afirma.

A utilização dessas ferramentas, porém, deve vir acompanhada de verificação. Alana chama atenção para a circulação de informações falsas durante períodos eleitorais e ressalta que o eleitor precisa conferir aquilo que encontra.

“Sempre conferindo tudo por conta aí das fake news também”, diz.

Tecnologia como ferramenta de investigação

Na avaliação da jornalista, recursos atualmente disponíveis ao público permitem que o cidadão tenha acesso a um tipo de pesquisa que antes dependia, em grande parte, do trabalho de profissionais da imprensa.

Ela compara a possibilidade atual com o trabalho de apuração realizado por jornalistas antes de entrevistas e coberturas eleitorais.

“Sabe o que os jornalistas faziam para poder entrevistar? Agora qualquer um, qualquer cidadão pode fazer isso”, afirma.

Nesse contexto, a inteligência artificial pode funcionar como uma ferramenta auxiliar para localizar informações, organizar dados e levantar questões sobre os candidatos. A apuração, no entanto, depende da conferência das informações encontradas em fontes confiáveis.

Para Alana, esse acesso ampliado à informação também aumenta a responsabilidade do eleitor na escolha dos representantes.

“Realmente a gente pode dizer que o poder está em nossas mãos, o poder de pesquisar, pesquisar a fundo e não só ouvir aquela campanha, aquelas promessas e realmente fazer um relatório”, afirma.

Acompanhamento continua depois da eleição

A participação do eleitor, segundo Alana, não deveria terminar no dia da votação. Depois das eleições, ela defende que o cidadão continue acompanhando e cobrando os representantes eleitos.

“E cobrar sempre, mesmo depois das eleições, continuar ali, ó, pesquisando e cobrando”, afirma.

A ideia é que o acompanhamento do histórico, das propostas e da atuação política seja mantido também durante o exercício do mandato, permitindo que o eleitor compare aquilo que foi apresentado durante a campanha com as ações realizadas posteriormente.

Para Alana, o acesso a diferentes fontes de informação e às novas ferramentas tecnológicas permite que o cidadão participe desse processo de maneira mais ativa, tanto antes quanto depois das eleições.

Maringá Post nas eleições

Neste domingo (04) acontecem as eleições de 2026 em todo o país. Diante deste contexto, o portal reuniu especialistas para conscientizar leitores e população geral da importância do voto consciente.

De segunda a sexta, o portal está publicando vídeos e reportagens especiais sobre o assunto. No dia 28, o sociólogo Joel Cavalcante mostou como o voto afetivo e o personalismo ainda marcam as escolhas políticas no Brasil.

Além disso, no dia da votação, o portal fará uma cobertura especial.

A operação no dia 04 de outubro contará com reportagens em tempo real no site, bastidores nas redes sociais e uma live especial em vídeo no YouTube, cobrindo a escolha para os cargos de governador, senador, deputados federais e estaduais, além da disputa para a Presidência da República.