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Tom Hanks aceita voltar para ‘Toy Story 6’, mas faz exigência e alerta sobre uso de IA

Tom Hanks aceita voltar para 'Toy Story 6', mas faz exigência e alerta sobre uso de IA

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Um dos personagens que marcaram a carreira de Tom Hanks é o Woody, caubói que se tornou um dos rostos mais conhecidos da animação.

Mesmo após décadas ligado à franquia “Toy Story”, o ator garante que ainda estaria disposto a retornar para uma eventual sexta aventura.

Em entrevista à revista Entertainment Weekly, concedida durante a divulgação de “Toy Story 5”, o vencedor de dois Oscars afirmou que não vê sentido em continuar a história apenas por razões comerciais. Segundo ele, qualquer novo filme precisaria apresentar uma proposta criativa capaz de justificar sua existência.

“Se forem fazer outro Toy Story, precisa valer a pena”, afirmou.

Hanks explicou que o sucesso da marca não pode ser o único motivo para manter a franquia viva. Para ele, uma nova sequência precisaria explorar temas inéditos e trazer uma abordagem diferente daquilo que o público já viu nos filmes anteriores.

“Tem que ser algo ótimo. Precisa apresentar uma ideia nova, inovadora. Não basta apenas continuar porque as pessoas gostam do título”, disse.

A declaração chama atenção porque acontece justamente em um momento em que Hollywood debate cada vez mais os limites do uso da inteligência artificial na indústria do entretenimento.

Durante a conversa, o ator reconheceu que, mesmo sem sua autorização, os estúdios já possuem um vasto material gravado ao longo dos anos que poderia servir de base para recriar sua voz digitalmente.

Segundo ele, todas as falas registradas para a franquia permanecem arquivadas em bancos de dados digitais, o que permitiria a construção de novas performances por meio de ferramentas tecnológicas.

“O tempo é imbatível. Tudo o que gravamos está armazenado em algum lugar. Eles poderiam montar qualquer coisa usando esse material”, comentou.

A possibilidade, no entanto, não é vista com tranquilidade pelo ator. Hanks classificou a ideia como preocupante e afirmou que a perspectiva de ser substituído por uma versão artificial de si mesmo provoca desconforto.

O sentimento é compartilhado por Tim Allen, intérprete original de Buzz Lightyear. Os dois veteranos da franquia já comentaram anteriormente que enxergam com cautela o avanço das ferramentas capazes de reproduzir vozes humanas com alto grau de precisão.

Enquanto isso, outro nome histórico da saga parece disposto a encerrar seu ciclo definitivamente. Andrew Stanton, cineasta que participou do roteiro de todos os filmes da série e dirigiu “Toy Story 5”, já declarou que não pretende retornar para futuras produções envolvendo os brinquedos.

Lançada em 1995, a franquia se tornou um dos maiores fenômenos da história da animação e ajudou a consolidar a Pixar como referência mundial no gênero.

No Brasil, o personagem Woody teve a voz de Alexandre Lippiani no primeiro longa. Após a morte do dublador, em 1997, Marco Ribeiro assumiu o papel e passou a ser a voz oficial do caubói nas produções seguintes.

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