O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, revelou esta terça-feira (15), que a Rússia tentou atacar o avião presidencial onde ele estava em duas ocasiões distintas ao longo das últimas semanas.
“Na Moldova, o meu avião presidencial estava lá, e foi por isso que atacaram a Moldova”, explicou Zelensky, em entrevista à CBS News. “Quando regressamos para casa, novamente via Chisinau, fizeram o mesmo.”
As declarações de Zelensky surgem após o primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Store, ter afirmado que o avião do presidente ucraniano “quase foi atingido” por um drone no espaço aéreo moldavo quando decolava em direção a Oslo para o funeral de estado do rei Harald V, na última quarta-feira.
“O avião dele quase foi atingido por um drone durante a decolagem na Moldova. Esta é a realidade em que ele vive”, afirmou o governante norueguês.
Segundo Zelensky, mais “um ou dois drones” entraram depois no espaço aéreo moldavo durante a sua viagem de regresso à Ucrânia.
Após o incidente, as autoridades ucranianas adiantaram que todos os membros da delegação presidencial estavam “em segurança” e afirmaram que não estava claro se o incidente tinha sido intencional.
No entanto, à CBS News, Zelensky considerou que os ataques faziam parte de uma estratégia russa para o intimidar e a outros líderes mundiais, dando como exemplo um drone russo que atingiu um trem de passageiros que transportava vários altos funcionários, perto da fronteira com a Polônia, no domingo.
“Talvez não soubessem que alguns americanos estavam lá ou talvez, pelo contrário, soubessem, porque não confio neles. Acho que sabiam”, disse Zelensky à CBS News.
Vale destacar que um trem com mais de 200 pessoas a bordo foi atingido em um ataque lançado no domingo contra um ponto do território ucraniano perto da fronteira com a Polônia.
O trem circulava em uma linha usada pouco antes por outro em que viajavam os ex-primeiros-ministros britânico e sueco Boris Johnson e Carl Bildt, juntamente com outros diplomatas europeus, depois de assistirem a uma conferência de segurança realizada na capital ucraniana, Kyiv.
Na segunda-feira, o governo russo rejeitou as acusações por este ataque, que não deixou vítimas, garantindo que aquele foi lançado “exclusivamente contra instalações militares e o transporte militar e a infraestrutura logística utilizada pelo regime de Kyiv, também no oeste da Ucrânia”, nas palavras da porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakharova.
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