O crédito continua disponível no Brasil, mas conseguir dinheiro emprestado ficou mais difícil para parte dos consumidores e empresas.
O Banco Central projeta crescimento real de 4,9% do crédito total em 2026. O ritmo é menor que o registrado nos anos anteriores.
A mudança ocorre em um cenário de juros elevados, aumento do endividamento e maior comprometimento da renda das famílias.
No fim de 2025, a inadimplência do crédito para as famílias chegou a 5% da carteira. Entre as empresas, ficou em 2,5%.
Para quem vive em Maringá e nos municípios da região, esse cenário aparece principalmente na hora de financiar uma compra, abrir um negócio ou buscar dinheiro para manter as contas em dia.
A análise feita pelos bancos considera renda, histórico de pagamentos e outras informações financeiras antes da liberação do crédito.
Com maior risco de inadimplência, as instituições também estão mais cuidadosas na concessão de novos empréstimos.
O Banco Central aponta que as condições para o crédito às famílias devem continuar mais restritivas, justamente por causa do comprometimento da renda e do nível de inadimplência.
Para pequenos empresários de Maringá, o crédito pode ser importante para comprar estoque, investir em equipamentos ou manter o fluxo de caixa.
Mas a necessidade de comprovar capacidade de pagamento tende a ganhar ainda mais peso nas decisões das instituições financeiras.
Uma mudança importante também está sendo preparada para os próximos anos.
Uma resolução do Banco Central determina que instituições financeiras deverão orientar clientes com dívidas vencidas de forma persistente ou recorrente sobre o endividamento e as alternativas de renegociação. A regra entra em vigor em julho de 2027.
Enquanto isso, consumidores que precisam de empréstimo devem comparar juros, prazo e valor total da dívida antes de contratar.
Em Maringá, onde comércio, serviços, indústria, construção e agronegócio movimentam grande parte da economia regional, o acesso ao crédito continua sendo um dos fatores que influenciam diretamente o consumo e os investimentos.
A tendência para 2026, segundo o Banco Central, é de crédito crescendo, mas em ritmo mais moderado e com maior seletividade.
















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