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‘Ninguém sabe para onde levarão’, diz Trump sobre conversas com Irã

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O presidente Donald Trump negou pelo segundo dia consecutivo que as negociações dos EUA com o Irã tenham sido suspensas, como divulgado pela mídia iraniana. O republicano, no entanto, afirmou que não sabe para onde as conversas entre os dois países levarão.

Trump classificou como “notícia falsa” a informação de que EUA e Irã encerraram mensagens sobre acordo. Em uma publicação na Truth Social, ele ponderou que as conversas ocorrem continuamente. “Inclusive há quatro dias, três dias, dois dias, um dia e hoje”, escreveu.

O presidente disse que não sabe qual será o resultado das negociações. “Para onde elas levarão, ninguém sabe, mas como eu disse ao Irã: ‘Chegou a hora, de uma forma ou de outra, de vocês fecharem um acordo. Vocês vêm fazendo isso há 47 anos e não podemos permitir que continue assim!'”.

EUA e Irã tentavam um entendimento que pusesse fim à guerra, o que não ocorreu, segundo a mídia iraniana. Os países deixaram de trocar mensagens para firmar um memorando de acordo sobre o fim da guerra há alguns dias. As informações são da agência de notícias iraniana Fars. Ontem, a agência Tasnim já havia publicado que as conversas tinham sido suspensas, o que foi negado por Trump.

Irã mencionou a crise no Líbano nas conversas. A última mensagem enviada por Teerã a Washington foi “uma mensagem clara sobre o Líbano”, afirmou a agência Fars, sem dar maiores detalhes, como, por exemplo, o dia em que a mensagem foi enviada. O país exige a interrupção imediata dos bombardeios de Israel contra o país árabe.

Ontem, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, instruiu as forças armadas israelenses a atacar o distrito de Dahieh, em Beirute. O local é um subúrbio ao sul da cidade e reduto do Hezbollah. Um oficial israelense disse à CNN que os planos para atacar Beirute foram coordenados com os Estados Unidos.

A guerra começou em 28 de fevereiro com a ofensiva israelense-americana. O conflito provocou milhares de mortes e abalou a economia mundial, com um forte aumento nos preços do petróleo.

Nos últimos dias, os dois países pareciam estar próximos de um acordo. Mas o jornal “The New York Times” informou no sábado que Trump endureceu a proposta de negociação com o Irã. Trump, cuja prioridade declarada é acabar com o programa nuclear iraniano e reabrir o Estreito de Hormuz, pediu mais firmeza por parte de seus negociadores.

O canal CBS informou ontem que a nova proposta americana prevê uma prorrogação de 60 dias do cessar-fogo. As cláusulas preveem a reabertura de Hormuz e um cronograma para retomar as negociações nucleares. Mas, segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, “não aconteceu nenhuma negociação sobre os detalhes do dossiê nuclear. Nesta etapa, nossa prioridade é encerrar a guerra”.

O Irã, que reivindica o direito a um programa nuclear civil, nega a tentativa de desenvolver uma arma atômica. Teerã pretende abordar o tema em uma segunda fase, em caso de um acordo com Washington, e exige a suspensão imediata das sanções impostas contra o país.

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