No dia do chocolate, o Maringá Post conta a história de um empreendedor que faz parte do dia a dia dos alunos e bolsistas da Universidade Estadual de Maringá (UEM) – o Maicola.
Quem faz os doces é sua mãe, que trabalha há mais de dez anos com chocolate. Em 2019, quando ingressou na Universidade, Maicola passou a vender bombom para os colegas de trabalho próximos a ele.
Em 2023, o empreendedor começou a vender o chocolate em frente à Biblioteca Central da UEM, no fundo de seu carro vermelho, com apoio da namorada.
O jovem foi ganhando a confiança e amizade do público. Alguns dias, ele entregava doces gratuitamente para clientes quando estavam “irritados demais”. Outros, presenteava fregueses com bombons.
Na época, outros grupos estudantis que também vendiam doces começaram a ficar bravos, porque era um preço abaixo do comercializado. O empreendedor conta que alguns calouros precisavam comprar os os bombons escondidos – já que eles preferiam comprar de Maicola.
“Quem vende são os calouros. E os veteranos ficavam meio bravos se viam os calouros comprando comigo. Mas o tempo passou, e hoje em dia os calouros vem, os veteranos vem, e tá tudo certo”.
Infelizmente, não deu para a concorrência: alguns grupos simplesmente desistiram de vender a sobremesa por preço mais caro, ou começaram a trabalhar com outros produtos que Maicola não comercializava. No entanto, o vendedor apoia eventos de movimentos estudantis oferecendo bombons como patrocínio.
Hoje, o catálogo conta com bombons pequenos, médios, grandes, além de cones e bolos no pote. Para conseguir realizar as vendas, ele trabalha ao lado de dois amigos
Algumas pessoas e restaurantes chegam a comprar os doces para revender. Segundo ele, o negócio já chegou a vender 720 bombons em um dia, e seu lucro é, em média, de 80 centavos por bombom.
Apesar de ter consciência de que o produto poderia ser vendido por um preço mais alto, Maicola conta que gosta de fazer barato para ajudar os próprios estudantes.
“Se fosse para vender para um público mais geral, acho que dava para subir [o preço] e ainda vender bastante . Mas eu sou estudante também, e eu sei como é às vezes faltar uns 50 centavos, um realzinho para comprar um doce”.
O chocolate, que esteve presente desde os primeiros dias do seu negócio, continua nos planos e sonhos do futuro. Maicola sonha em um dia abrir sua própria loja de doces e adoçar o dia de outras pessoas em um ponto físico, ao lado de sua mãe.
















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