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Fim de ciclo no City? Guardiola pode assumir comando de Seleção em baixa

Fim de ciclo no City? Guardiola pode assumir comando de Seleção em baixa

Pep Guardiola tem o futuro indefinido no Manchester City e, na Itália, continua sendo tema de debate por ser o grande sonho dos dirigentes da seleção. O treinador catalão tem mais um ano de contrato com o clube inglês, mas pode sair no próximo verão europeu, sendo a Itália uma opção tentadora — embora exista um grande obstáculo: o salário.

Segundo informou, nesta sexta-feira, a Gazzetta dello Sport, o atual salário de Guardiola é de 24,8 milhões de euros brutos, o que lhe garante cerca de 14 milhões líquidos por ano.

Esse valor é considerado inviável pela Federação Italiana de Futebol (FIGC), mas a contratação de Guardiola não está descartada, já que existe a possibilidade de envolver um patrocinador disposto a financiar uma eventual chegada do técnico de 55 anos.

Afinal, em 2014, a FIGC conseguiu contratar Antonio Conte em moldes semelhantes. Na época, o treinador chegou à seleção com o apoio de uma empresa ligada a ele, que arcou com metade do seu salário, então fixado em 4,1 milhões de euros.

Curiosamente, essa mesma empresa também tem ligação com Pep Guardiola: trata-se da Puma, marca esportiva que patrocina o treinador do Manchester City. A empresa apostou em Guardiola para promover seus produtos e agora pode ter um papel importante nas negociações que venham a acontecer nas próximas semanas.

Ainda assim, o valor recebido no City segue sendo considerado muito difícil de alcançar, até porque, no mercado de seleções, os salários costumam ser bem mais baixos.

Há, no entanto, o caso recente de Carlo Ancelotti, que aceitou assumir a seleção do Brasil por cerca de 10 milhões de euros anuais, podendo receber um bônus de 5 milhões caso conquiste a Copa do Mundo, que começa dentro de dois meses.

Vale destacar também os casos de Lionel Scaloni (Argentina) e Luis de la Fuente (Espanha), campeões mundial e europeu, respectivamente, que recebem menos de 2 milhões de euros por ano.

Crise motiva mudanças na Itália

A seleção italiana vive um momento de grande crise, após ter falhado, pela terceira vez consecutiva, a classificação para a Copa do Mundo. Desta vez, os italianos foram eliminados no playoff pela Bósnia-Herzegovina, e não foi apenas Gennaro Gattuso que deixou o cargo.

A própria FIGC também sofreu mudanças, e novas eleições serão realizadas no dia 22 de junho. Embora os candidatos — que só serão oficializados em 13 de maio — ainda não estejam definidos publicamente, todos parecem alinhados no desejo de contar com Pep Guardiola.

Guardiola de olho em mais dois títulos

Treinar a seleção italiana também é um desafio que agrada a Pep Guardiola. Em 2018, o próprio técnico já havia admitido a possibilidade de, um dia, trabalhar na Itália.

Por enquanto, porém, o treinador nascido em Santpedor está focado em encerrar a temporada no Manchester City com mais dois títulos. Além da Copa da Liga Inglesa já conquistada, o City lidera a Premier League e disputa neste sábado uma vaga na final da Copa da Inglaterra, enfrentando o Southampton a partir das 17h15.

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