A Polícia Federal identificou o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à presidência da República, como ‘usuário master’ de uma conta de uma offshore ligada a uma empresa que detinha participação em um jato utilizado por Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
De acordo com informações da colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, a conta estava vinculada à Alcazar Holdings, empresa registrada na Ilha da Madeira, em Portugal, sendo que a offshore tinha participação de 33,33% na empresa proprietária de um avião Legacy 65.
A aeronave, de propriedade da empresa, foi utilizada por Flávio Bolsonaro em uma viagem entre Brasília e Fort Lauderdale, nos Estados Unidos, em janeiro de 2025.
Segundo a investigação, o nome do senador apareceu associado à conta com o perfil de “usuário master”, classificação que, em sistemas bancários, pode indicar um nível elevado de acesso ou gerenciamento. A PF chegou à informação a partir da análise de dados extraídos do iCloud do advogado Willer Tomaz, apontado como único sócio da Alcazar Holdings.
A Polícia Federal também apontou que encontraram um e-mail enviado por uma funcionária de Tomaz ao banco Santander, em maio de 2025, solicitando a desvinculação de contas associadas a Flávio Bolsonaro e a Willer Tomaz.
Apesar das provas relatadas pela PF, o senador Flávio e o advogado Willer Tomaz negam ter dividido conta e afirmam que a informação é falsa. Flávio ainda alegou que o próprio e-mail localizado pela investigação demonstra que a vinculação era indevida, já que o documento solicita justamente a retirada da associação.
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