Aos jovens que conhecem o Jogos InterAtléticas de Maringá (JOIA) como palco de funk, MTG, samba e eletrônica – pois é, o JOIA já recebeu a Banda do Charlie Brown Jr. O evento aconteceu no Parque de Exposições, no dia 18 de agosto de 2012. Os integrantes apresentaram o CD e DVD “Música Popular Caiçara”.
Na época, os estudantes ainda precisavam comprar os ingressos físicos em pontos de encontro específicos. Os anúncios das vendas dos convites permanecem expostos na internet como se estivéssemos em um museu virtual.
“Imprensa jovem” foi testemunha ocular
Um vídeo publicado na Multi TV Maringá ilustrou como foi o evento. Apresentado por Erik Oliveira – hoje publicitário e MBA em marketing e Nelson Junior – hoje criador de conteúdo, com mais de um milhão de inscritos no YouTube.
O vídeo mostra as garotas com sombras escuras e batons claros – típico dos anos 2010- e os garotos com boné aba reta, às vezes virada para trás -típica de Charlie Brown Jr. Sobre a quantidade de pessoas, Nelson descreve no vídeo:
“A fila vai até o outro lado da cidade, tem gente saindo até do bueiro”
Erik conversou sobre o evento para a reportagem. Ele afirmou que queria muito entrevistar a banda completa. No entanto, Chorão não participou.
“Não sabemos exatamente o motivo, mas a informação que recebemos foi de que ele estava um pouco cansado. Já era tarde, e ele já havia atendido alguns fãs no camarim”.
Além disso, Erik comentou como foi a experiência com os outros integrantes:
“Acabamos conversando com Champignon e os outros membros da banda, que nos receberam muito bem. Trocamos uma ideia bem legal: eles comentaram que tinham gostado muito do show, que fazia bastante tempo que não vinham a Maringá, etc.”
O vídeo da cobertura permanece disponível no canal MultiTV Maringá:
O grupo encerrou as atividades após a morte do cantor Chorão, no dia 6 de março de 2013, e Champignon, baixista do grupo, em 9 de setembro de 2013.
No entanto, marcou a memória de muitos “jovens crescidos”. Igor Catarino também estava no show com a prima Bruna Sisti, e relata como foi a experiência.
“Nossa, foi demais assim, sabe? Ele parou o show pra estourar um champanhe para agradecer todo aquele público que ele tinha, foi muita gente no show dele”.
Além disso, Igor lembrou da interação do cantor com o público:
“Ele trocava bastante ideia. Antes de começar cada música, ele falava mais ou menos sobre aquela música, sobre o que ele sentia, para depois vir com a música explicando o que ele tinha falado. Foi um show que realmente marcou muito a nossa geração”.
A série documental escrita e produzida por Mari Parma resgata histórias e memórias de cantores, artistas e bandas que passaram por Maringá – da latinidade de Shakira ao forró de Gonzagão. A série completa está disponível no Portal Maringá Post.
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