Um grupo de motoboys organiza uma última homenagem a Rodolfo Rodrigo Notário, de 38 anos, colega de profissão morto após ser atropelado e arrastado por um estudante de medicina em um acidente no dia 23 de agosto, na Rua Mem de Sá, em Maringá. O sepultamento do motoboy está previsto para esta quarta-feira (2), às 14h, no Cemitério de Paiçandu, conforme informou a família.
Motoboys de Maringá planejam sair em comboio, do Parque do Japão, por volta das 12h15, rumo ao sepultamento. Rodolfo morreu na madrugada dessa segunda-feira (1º), após dias internado na Santa Casa de Maringá.
O acidente
Rodolfo foi atropelado na noite de 23 de agosto, quando a motocicleta que conduzia foi atingida na traseira por um carro na Rua Mem de Sá, em Maringá.
O veículo era conduzido por um estudante de medicina, identificado como Victor Hugo Lemos Miguel, de 23 anos. Segundo as informações do caso, o motorista não prestou socorro após a colisão e tentou deixar o local, mas foi localizado nas proximidades depois de ser seguido e abordado por outro motoboy.
Com o impacto, Rodolfo caiu no asfalto e sofreu ferimentos graves. Equipes do SIATE e do SAMU foram acionadas e realizaram atendimento de emergência, incluindo manobras de reanimação. O motociclista foi encaminhado à Santa Casa de Maringá, onde permaneceu internado em estado gravíssimo até a confirmação da morte.
O estudante foi preso em flagrante. Ele se recusou a realizar o teste do bafômetro, mas, conforme o relato da ocorrência, apresentava sinais de embriaguez. Os policiais fizeram um termo de constatação e o autuaram com base no Código de Trânsito Brasileiro.
Os dois veículos envolvidos apresentavam irregularidades administrativas e foram apreendidos e encaminhados ao pátio do Detran.
Motorista foi solto após pagar fiança
O estudante permaneceu detido por cerca de 24 horas e foi colocado em liberdade provisória após decisão da Justiça. Para deixar a prisão, ele teve de pagar R$ 15 mil de fiança, além de cumprir medidas cautelares.
A decisão foi tomada pela juíza Elaine Cristina Siroti, da Central de Audiência de Custódia de Maringá. Segundo a decisão, o motorista é primário e possui bons antecedentes. Também foi considerado que não houve pedido de prisão preventiva por parte da polícia ou do Ministério Público.
O processo terá continuidade na Justiça e será encaminhado para a 1ª Vara Criminal de Maringá. A liberdade provisória concedida ao motorista não representa absolvição pelo caso.
















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