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Pioneiro do colunismo social eletrônico, Amaury Jr. volta à TV, agora nos EUA

Pioneiro do colunismo social eletrônico, Amaury Jr. volta à TV, agora nos EUA

LEONARDO VOLPATO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Aos 75 anos de vida e há 50 sob os holofotes da televisão, Amaury Jr. nem pensa em parar. No que depender dele, seu chinelinho (de grife) ainda deve ficar muito tempo guardado no armário. Longe da TV brasileira há cerca de um ano, o apresentador prepara uma nova fase profissional nos Estados Unidos, onde está morando, e diz que a aposentadoria está longe dos seus planos.

“O que me move é essa inquietação que ainda não arrefeceu dentro de mim”, afirma à reportagem. “Por que parar agora, justamente quando me sinto mais apto?”.

O veterano do colunismo social eletrônico será um dos nomes da TV Connect USA, emissora aberta afiliada à CNN em língua portuguesa voltada à comunidade brasileira nos EUA.

Ele comemora o convite para a TV comandada pelo jornalista Dony De Nuccio e diz que a oportunidade representa tanto um reconhecimento pela trajetória construída quanto um desafio.

“Recebo essa oportunidade como uma homenagem a tudo o que já fiz, mas também como uma responsabilidade. Aprendi quase tudo fazendo televisão. Se Deus me permitir, vou apenas tirar um pouco o pé do acelerador, mas continuar trabalhando”, projeta.

O novo programa terá duração de uma hora e meia e manterá marcas registradas de sua trajetória, como entrevistas, cobertura de eventos e viagens internacionais, ainda que adaptadas aos novos hábitos de consumo do público.

“Aquilo que o telespectador mais gosta eu não posso abandonar. Foi um dos pilares do meu sucesso. Mas posso aprimorar. São novos tempos, novos hábitos”, diz. Amaury destaca que os brasileiros residentes nos EUA buscam informações do país onde vivem, mas valorizam a possibilidade de acompanhar esse conteúdo em português.

Apesar da mudança de foco para o mercado norte-americano, o apresentador também negocia seu retorno à televisão brasileira. Ele afirma estar próximo de fechar contrato com uma emissora no Brasil, mas diz que um acordo de confidencialidade o impede de dar mais detalhes.

A intenção é que os dois projetos sejam lançados simultaneamente logo após a Copa do Mundo, entre o fim de julho e o início de agosto. “Meu projeto é fazer uma mescla de conteúdos”, explica.

A nova rotina, no entanto, não significa uma mudança definitiva para fora do país. Dono de uma casa nos Estados Unidos há 25 anos, Amaury afirma que pretende dividir o tempo entre Orlando e São Paulo e passar temporadas num lugar e no outro.

Segundo ele, a maior dificuldade da vida fora do país não é prática, mas afetiva. “Sentimos falta dos amigos, das raízes”, reflete.
Mesmo diante das discussões sobre as regras mais rígidas sobre imigração nos Estados Unidos, especialmente durante o governo Donald Trump, Amaury diz não enxergar motivos para preocupação entre aqueles que vivem legalmente no país.

“Quem está regular não se preocupa. Difícil é estar em situação irregular, porque aí não há perdão”, afirma o apresentador, que ressalta que possui visto de trabalho e uma longa relação com os norte-americanos.

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