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Procurada do FBI fingiu ter tumor cerebral e fez viagens com doações

Procurada do FBI fingiu ter tumor cerebral e fez viagens com doações

Uma mulher norte-americana acusada de fingir ter um tumor cerebral para enganar amigos e familiares e arrecadar dinheiro está entre os fugitivos mais procurados pelo Federal Bureau of Investigation. Segundo as autoridades, ela teria usado parte do dinheiro arrecadado para fazer viagens de luxo.

Vanessa O’Rouke, hoje com 37 anos, está foragida desde 2018, ano em que foi formalmente acusada pelo suposto esquema de fraude, segundo informações do FBI divulgadas pelo New York Post.

De acordo com as investigações, O’Rouke, natural do estado da Pensilvânia, passou meses tentando convencer amigos e familiares de que estava morrendo por causa de um tumor cerebral conhecido como glioblastoma.

[Legenda]© Reprodução X  

Ela alegava precisar de dinheiro para tratamentos médicos, despesas do dia a dia e também para participar de um tratamento experimental no exterior.

Vanessa teria dito ainda que todos os tratamentos convencionais aos quais havia se submetido tinham falhado e que, por isso, precisaria viajar até a Austrália para tentar uma terapia experimental, que seria sua melhor chance de sobrevivência.

Comovidos com a situação, familiares e amigos se mobilizaram para ajudá-la por meio de doações e eventos beneficentes destinados a arrecadar fundos para os custos médicos. Todos acreditavam que Vanessa estava gravemente doente — mas, segundo as autoridades, o diagnóstico de câncer era falso.

Os investigadores afirmam que, entre outubro de 2015 e julho de 2016, Vanessa O’Rouke usou falsas alegações sobre seu estado de saúde para obter apoio financeiro de pessoas próximas.

No entanto, em 2016, depois de dizer que viajaria para a Austrália em busca do tratamento experimental, Vanessa teria aproveitado a viagem para fazer turismo.

Após retornar aos Estados Unidos, ela teria continuado com a farsa e incentivado amigos e familiares a organizar novos eventos para arrecadação de dinheiro, incluindo uma campanha online.

Segundo promotores federais, o dinheiro arrecadado também foi usado em uma segunda viagem à Austrália ainda em 2016 — novamente com fins turísticos.

O caso acabou chamando a atenção do FBI e, em 2018, Vanessa O’Rouke foi indiciada por 15 acusações de fraude eletrônica.

O caso de Vanessa é um entre vários episódios de “falso câncer” que ganharam repercussão nos Estados Unidos e chocaram a opinião pública.

Há inclusive outro caso bastante conhecido no país, desta vez na Califórnia, que virou até série de TV.

Trata-se de Amanda Riley, que durante anos fingiu ter câncer enquanto recebia mais de 100 mil dólares em doações.

Segundo as autoridades, esse tipo de fraude costuma ser especialmente eficaz porque apela para a emoção e geralmente acontece dentro de comunidades muito unidas, onde as pessoas querem ajudar alguém que acreditam estar enfrentando uma doença grave e lutando pela vida.

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