A exposição “Convergir” estreia nesta quarta-feira (10), no Centro de Ação Cultural Márcia Costa (CAC). A iniciativa reúne obras dos artistas maringaenses Frank Paris, Mateus Rosa e Melina Ramos. O diferencial da mostra está na matéria-prima utilizada: resíduos gerados pela própria produção artística foram transformados em suportes para novas criações.
As obras selecionadas incluem painéis em MDF e instalações interativas produzidas a partir de latas de spray vazias, bicos plásticos (caps), filtros de carvão descartados e outros materiais que normalmente seriam destinados ao lixo.
Idealizado pelos três artistas, o projeto busca conectar arte urbana, conscientização ambiental e participação comunitária. Um dos destaques do projeto é o reaproveitamento de materiais e para a redução de resíduos gerados durante os processos criativos. “Queremos trazer luz ao processo de pintura e aproximar a essência do artista de rua da comunidade, quebrando preconceitos e estigmas que ainda resistem”, comenta o artista Frank Paris.
Oficina gratuita
Além da exposição, a iniciativa promove oficina gratuita de intervenções em latas de spray, com acessibilidade em Libras. A atividade ocorre no dia 21 de junho, das 9h às 12h, no Arena das Artes. “Além de tornar pública a importância do nosso trabalho na arte urbana, o projeto também contribui para uma questão ecológica: transformar resíduos em arte é uma resposta criativa e um alinhamento prático com as metas do ODS 12 da ONU (consumo e produção responsáveis), com foco no reuso e na redução de lixo”, afirma Melina Ramos.
São disponibilizadas 10 vagas, preenchidas por ordem de inscrição por meio de formulário online. A classificação indicativa é livre.
Mural aberto ao público
O projeto também vai produzir um mural artístico nos dias 13 e 14 de junho, das 9h às 17h, na Rua Maurízio Venâncio da Silva, 521, no Conjunto Habitacional Hermann Moraes Barros. A comunidade pode acompanhar de perto o processo de criação. Segundo os organizadores, a proposta amplia o olhar sobre a arte urbana ao abordar não apenas a imagem final inscrita nos muros, mas também seus processos, materialidades e impactos.
















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