A obra de transposição da Avenida Herval pelo campus da Universidade Estadual de Maringá (UEM) foi uma das questões debatidas durante o 2º turno para a Reitoria da instituição, na noite de quinta-feira (27). O projeto voltou à pauta da Prefeitura de Maringá após comentários do prefeito Silvio Barros, em coletiva sobre um pacote de investimentos municipais.
A proposta prevê a extensão da Avenida Herval por dentro do campus da UEM até a Vila Esperança, visando resolver um antigo gargalo de mobilidade urbana. A alteração, no entanto, impactará estruturas existentes no trajeto, como a Estação Climatológica Principal de Maringá (ECPM), Teatro Universitário (TUM) entre outras. O impasse será herdado pela futura gestão da universidade (2026-2030).
“Eu vejo que a universidade não é um obstáculo para o crescimento da cidade, e nem a cidade pode ser um obstáculo para o crescimento da UEM. A universidade está aqui para somar, mas minha ideia é realizar uma assembleia universitária, além dos nossos conselhos superiores. Todas as pessoas da comunidade — agentes, estudantes e professores — poderão deliberar”, declarou a candidata à reitora Gisele Mendes, da chapa “Em Defesa da UEM”. “A partir daí, o assunto será levado aos conselhos superiores para a devida apreciação. Sem ouvir a comunidade universitária, não passará”, sentenciou.
O candidato Romel Dias Vanderlei, da chapa “União e Modernização”, também defende que a decisão não cabe apenas ao reitor, já que a UEM possui órgãos competentes para essa análise. “Antes, precisamos reunir todas as informações técnicas necessárias, inclusive para avaliar a viabilidade desse projeto e se ele de fato contribuirá com a mobilidade urbana da cidade”. O candidato ressaltou que esses dados devem ser repassados aos conselhos superiores. “A universidade sempre foi colaborativa com a cidade. Afinal, todos nós fazemos parte de Maringá e nos preocupamos com a mobilidade urbana, mas precisamos discutir o tema com seriedade, dados técnicos e ouvindo os conselhos.”
Manifestações e permanência estudantil
O debate, realizado no Restaurante Universitário (RU), também foi marcado por manifestações da comunidade de estudantes trans. Os protestos começaram ainda no primeiro turno, após a ausência dos nomes sociais na lista de votação. De forma organizada e com palavras de ordem, o grupo teve presença marcante no bloco dedicado às perguntas dos candidatos, cobrando garantias de direitos e proteção.
O encontro entre as duas chapas durou quase três horas, o que provocou o esvaziamento do público ao final. “Os estudantes participaram de maneira muito representativa, pautando a assistência e a permanência estudantil com bastante força — afinal, é para eles que a universidade existe”, avaliou Gisele.
Romel também destacou a relevância das discussões sobre permanência estudantil, embora tenha pontuado que gostaria de ter detalhado mais suas outras propostas. “É um momento democrático do qual devemos participar. Fizemos o nosso papel e respondemos a todas as perguntas colocadas, esclarecendo as dúvidas.”
A eleição em segundo turno para a nova reitoria da UEM ocorre nesta segunda-feira (31). No primeiro turno (18/08), houve empate técnico: a chapa “Em Defesa da UEM” (Gisele e Geovanio Ederval Rossato) obteve 38,4% dos votos, enquanto a chapa “União e Modernização” (Romel e Adriana Aparecida Pinto) somou 37,1% — uma diferença de 1,3 ponto percentual. A posse dos eleitos está marcada para 10 de outubro.
















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